Preservação do rebordo alveolar por meio de enxerto ósseo após remoção de dente incluso em paciente pediátrico: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p930-946Palabras clave:
enxerto ósseo; odontopediatria; cirurgia oral.Resumen
A presença de dentes inclusos na população pediátrica constitui uma condição clínica de elevada complexidade, sobretudo pelos possíveis efeitos adversos sobre o desenvolvimento do complexo craniofacial e da estrutura dentoalveolar. Embora diferentes elementos dentários possam ser acometidos, os caninos permanentes figuram entre os mais frequentemente envolvidos, geralmente em associação a fatores locais e sistêmicos, como limitação de espaço no arco dentário, distúrbios no trajeto eruptivo, presença de dentes supranumerários, histórico de trauma na dentição decídua e alterações no crescimento craniofacial. A identificação precoce dessa condição é determinante para o prognóstico e fundamenta-se na correlação entre achados clínicos e exames imaginológicos, com destaque para a radiografia panorâmica e a tomografia computadorizada de feixe cônico, que possibilitam análise tridimensional da posição do dente incluso e de sua proximidade com estruturas adjacentes. Nesse contexto, a preservação do volume ósseo assume papel central no planejamento terapêutico, especialmente quando se considera a futura movimentação ortodôntica em pacientes em fase de crescimento. O presente estudo teve como finalidade descrever a abordagem cirúrgica de um dente incluso em paciente pediátrico, enfatizando a utilização de enxerto ósseo como estratégia para manutenção do rebordo alveolar. Trata-se de um relato de caso realizado em ambiente ambulatorial, em conformidade com os preceitos éticos da Declaração de Helsinque, mediante autorização formal do responsável legal. O paciente, do sexo masculino, com 10 anos de idade, apresentou inclusão ectópica do dente 33, associada a potencial risco de reabsorção radicular dos dentes adjacentes. O tratamento cirúrgico consistiu em acesso por incisão em envelope, seguido de osteotomia minimamente invasiva e odontosecção controlada. Após a remoção do elemento dentário, procedeu-se ao preenchimento do alvéolo com enxerto ósseo particulado, com o objetivo de preservar a arquitetura óssea local. A evolução pós-operatória transcorreu sem intercorrências, evidenciando adequada cicatrização tecidual e manutenção do volume alveolar. Os achados clínicos reforçam que o emprego de biomateriais enxertáveis em pacientes pediátricos pode contribuir de maneira significativa para resultados funcionais e estéticos favoráveis, além de otimizar as condições para o tratamento ortodôntico subsequente. Dessa forma, o caso destaca a relevância de uma conduta conservadora e da integração entre cirurgia bucomaxilofacial e odontopediatria no manejo de dentes inclusos em indivíduos em fase de crescimento.
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