A Perspectiva do Feminismo Comunitário sobre o Território-Corpo como forma de Resistência

Autores

  • Reinaldo Eduardo da Silva Sales instituto Federal do Pará
  • Vanessa Lopes Mendes Instituto Federal do Pará
  • Valmir Pinheiro dos Santos Escola Dr Raymundo Chaves e Instituto Federal do Pará.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p1660-1674

Resumo

O objetivo desse trabalho é demonstrar como o Feminismo Comunitário opera o conceito de território-corpo como uma forma de resistência ao patriarcalismo, ao colonialismo e ao neoliberalismo. Para o Feminismo Comunitário é por meio da defesa do território e do uso que fazem do próprio corpo que as mulheres estabelecem um processo de resistência as diferentes violências que sofrem. Metodologicamente este texto é uma reflexão crítica tendo como base a pesquisa bibliográfica e de campo construídas ao longo de minha pesquisa de doutoramento. Os achados da pesquisa demonstram que o corpo é um espaço por meio do qual se criam estratégias de luta política, tais como: a produção de conhecimento local; a promoção de práticas educativas interculturais; a necessidade de desnaturalizar a invisibilidade das mulheres racializadas; a superação do imaginário estético racista ocidental; o empoderamento feminino; e a coletivização das lutas na defesa dos territórios e dos corpos que se articulam a partir do ecofeminismo. Desta forma, a organização coletiva das mulheres na defesa da vida, de seus corpos e dos territórios se expressa como práticas atravessadas pelas lutas antipatriarcais, antirracistas, anticapitalistas e anticoloniais. O território-corpo dá sentido às emoções, saberes e conhecimentos para si e para o cuidado com outros. Daí decorre a necessidade de compreendê-lo, respeitá-lo e valorizá-lo.

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Publicado

2026-06-18

Como Citar

SALES, Reinaldo Eduardo da Silva; MENDES, Vanessa Lopes; SANTOS, Valmir Pinheiro dos. A Perspectiva do Feminismo Comunitário sobre o Território-Corpo como forma de Resistência. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 4, p. 1660–1674, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n4p1660-1674. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1024. Acesso em: 30 set. 2026.