PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE LESÕES PIGMENTADAS CUTÂNEAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO NORDESTE
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1744-1760Palavras-chave:
Doença de pele, Epidemiologia, neoplasias cutâneasResumo
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com lesões pigmentadas cutâneas em um hospital universitário. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo descritivo com revisão dos laudos anatomopatológicos por um período de 5 anos e coleta das variáveis de interesse: sexo, idade ao diagnóstico, hipótese diagnóstica clínica inicial, diagnóstico histopatológico definitivo e topografia da lesão excisada. Resultados: Identificaram-se 382 lesões pigmentadas cutâneas, com predomínio de nevos melanocíticos e queratoses seborreicas. As mulheres foram as mais afetadas, sobretudo na faixa etária entre 46 e 70 anos. A topografia mais acometida foi o tronco e a face. A correlação entre idade e diagnóstico demonstrou que os nevos melanocíticos foram mais prevalentes em indivíduos jovens, enquanto a queratose seborreica foi significativamente mais comum nas faixas etárias mais avançadas. Observou-se correlação clínico-histopatológica moderada entre o diagnóstico clínico e o histopatológico. Conclusões: Observou-se um percentual muito baixo de diagnóstico de melanomas no serviço e baixa concordância entre a hipótese clínica e o diagnóstico definitivo, o que sugere a necessidade de aprimorar a acurácia clínica.
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