EPIDEMIOLOGIA DA MALÁRIA EM POVOS ORIGINÁRIOS DE RONDÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1813-1834Palavras-chave:
Malária,, Sazonalidade, Infectologia. Epidemiologia, Infecções por Plasmodium, Doença malárica.Resumo
INTRODUÇÃO: A malária permanece como um importante problema de saúde pública naregião amazônica brasileira, concentrando a maior parte dos casos registrados no país. No estado de Rondônia, fatores ambientais, climáticos e socioeconômicos contribuem para a manutenção da transmissão da doença, como as localidades onde vivem as populações vulneráveis, que são ambientes favoráveis à proliferação do vetor. A compreensão da dinâmica temporal e da distribuição das espécies parasitárias é fundamental para o aprimoramento das estratégias de vigilância e controle da malária. OBJETIVOS: Analisar o padrão sazonal dos casos de malária e avaliar a distribuição das espécies parasitárias nos DSEIs de Porto Velho e Vilhena, no estado de Rondônia, identificando possíveis diferenças na dinâmica epidemiológica entre as localidades.MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico de abordagem quantitativa baseado em dados secundários de notificações de malária. Foram analisadas informações referentes ao número de casos por mês, espécie parasitária e localidade. Realizou-se análise descritiva da distribuição temporal dos casos e aplicou-se o teste do qui-quadrado de Pearson para avaliar associações entre mês de notificação, espécie parasitária e localidade, adotando-se nível de significância de 5%. RESULTADOS: Observou-se diferença estatisticamente significativa na distribuição sazonal dos casos entre Porto Velho e Vilhena (χ2 = 132,72; p < 0,001). Em PortoVelho, verificou-se associação significativa entre espécie parasitária e mês de notificação (χ2 =22,40; p = 0,021), indicando variação sazonal entre as espécies. Em Vilhena, essa associação não foi significativa (χ2 = 9,52; p = 0,573). Adicionalmente, identificou-se diferença maior proporção relativa de infecções por Plasmodium falciparum em Porto Velho. CONCLUSÃO: Os achados evidenciam diferenças na dinâmica epidemiológica da malária entre os municípios analisados, tanto em relação à sazonalidade quanto à distribuição das espécies parasitárias.
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