EXPERIMENTAR DEUS, A TRANSPARÊNCIA DE TODAS AS COISAS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1514-1531Palavras-chave:
a experiência de Deus; teologia contemporânea; transcendência; linguagem religiosa.Resumo
O artigo analisa a experiência de Deus na contemporaneidade diante das transformações culturais, cientificas e da subjetividade moderna. Afirma que a modernidade provocou uma crise de imagens tradicionais de Deus, compreendida como revisão crítica da linguagem religiosa e aprofundamento da fé. Defende, assim, o diálogo entre a teologia, ciência, cultura e história para reinterpretar a experiência religiosa no mundo atual. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa, com método dedutivo e análise bibliográfica e técnico-analítica, fundamentada na interpretação hermenêutica das categorias teológicas. O estudo examina as crises das representações de Deus na modernidade, a formação da subjetividade contemporânea influenciada pela racionalidade científica, o diálogo entre a teologia e cosmologia e a dimensão sociopolítica da experiência religiosa na América Latina. A análise sustenta que a experiência de Deus não é empiricamente verificável, mas interpretada na linguagem, na cultura e na história humana. A crise das imagens tradicionais de Deus é compreendida como processo de purificação simbólica da linguagem teológica. Nesse contexto, o diálogo com a tecnociência e a cosmologia contemporânea permite compreende Deus como fundamento ontológico da realidade e horizonte último de sentido. Conclui-se, que, a tradição cristã interpreta essa experiência a partir da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, entendidas como expressão de auto comunicação divina e da solidariedade com os mais vulneráveis. Dessa forma, a fé assume dimensão histórica e ética, articulando espiritualidade e compromisso com a transformação social. A experiência de Deus permanece relevante quando compreendida na historicidade da linguagem religiosa e em diálogo crítico com racionalidade moderna.
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