JUVENTUDES RURAIS, COMUNICAÇÃO POPULAR E AGROECOLOGIA: RESSIGNIFICAÇÃO DE NARRATIVAS NO CAMPO MIDIÁTICO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1779-1793Palavras-chave:
Juventudes Rurais, Agroecologia, Comunicação PopularResumo
Com este artigo, objetivamos colaborar com o debate transdisciplinar da Agroecologia, no qual se insere a atuação política das juventudes rurais pelo viés da comunicação popular, a fim de pluralizar as vozes de um campo marcado por disputas políticas, sociais e simbólicas frente ao patriarcalismo, à colonização das mentes e às profundas desigualdades sociais, que encontram na Agroecologia caminhos para a superação do paradigma de exploração e exclusão pelo capital agrário. Tais lutas, pautadas pelo viés da participação popular e do diálogo, possibilitam ressignificar discursos e valorizar práticas agroecológicas locais, à medida que viabilizam espaços de crítica a uma comunicação midiática alinhada aos interesses econômicos das elites agrárias locais e nacionais e que pouco reverbera, em seus conteúdos, as demandas dos povos do campo. Sob o viés metodológico da pesquisa bibliográfica, buscamos repercutir, no plano teórico, como as juventudes rurais, atravessadas por relações de classe, gênero, geração e território, ressignificam saberes tradicionais, modos de vida, a partir de práticas voltadas à produção de narrativas agroecológicas no campo midiático. Nesse sentido, concluímos que a articulação entre a Agroecologia e a comunicação popular constitui um campo político-pedagógico estratégico para a construção de formas de autonomia e de diálogos que estimulem processos de transição não apenas nos modos de produção agrícola, mas também nas formas de comunicação midiática popular, pautadas por práticas mais participativas e plurais.
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