A GEOGRAFIA NO NOVO ENSINO MÉDIO PAULISTA: REFORMAS CURRICULARES, FLEXIBILIZAÇÃO E DISPUTAS NO CURRÍCULO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1629-1669Palavras-chave:
Geografia Escolar; Novo Ensino Médio; Currículo Paulista; Currículo Prescritivo; Políticas Educacionais.Resumo
O presente artigo analisa as alterações curriculares relacionadas à Geografia no Ensino Médio da rede estadual paulista no contexto da implementação do Novo Ensino Médio entre os anos de 2020 e 2026. O estudo discute as sucessivas reorganizações curriculares promovidas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, com destaque para as mudanças na carga horária da disciplina, na organização da Formação Geral Básica e dos itinerários formativos, bem como seus impactos para a formação dos estudantes e para o trabalho docente. Fundamentado em análise documental de resoluções, matrizes curriculares, organizadores curriculares e demais normativas estaduais, o trabalho evidencia um cenário de instabilidade curricular marcado por reformulações constantes na organização do Ensino Médio paulista. A pesquisa articula as discussões do campo do currículo e das políticas educacionais, dialogando com autores como Apple (2002), Ball (2012), Sacristán (2013), Goodson (2013) e Lopes (2019), além de pesquisadores do ensino de Geografia, como Cavalcanti (2019) e Callai (2013). Os resultados indicam que a flexibilização curricular proposta pelo Novo Ensino Médio produziu processos de fragmentação do conhecimento e desigualdade no acesso aos conteúdos geográficos, contribuindo para o enfraquecimento da presença da Geografia na formação comum dos estudantes da rede estadual paulista. Além disso, as constantes alterações curriculares ampliaram as incertezas relacionadas à atuação docente e à organização do trabalho pedagógico nas escolas públicas. O estudo constitui parte das reflexões desenvolvidas na tese de doutorado defendida em novembro de 2025, junto ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro.
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Referências
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