REALIDADE VIRTUAL IMERSIVA NO RECONHECIMENTO DE EMOÇÕES FACIAIS PARA O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p768-793Resumo
Esta revisão sistemática da literatura examina como a Realidade Virtual Imersiva (RVI) pode colaborar com a eficácia no Reconhecimento de Emoções Faciais (REF) para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O estudo seguiu as diretrizes do método PRISMA para identificação, triagem e seleção de estudos publicados entre 2019 e 2025. Foram consultadas quatro bases de dados (PubMed, Scopus, Web of Science e IEEE Xplore), resultando na identificação inicial de 1.751 artigos. Após remoção de duplicatas, triagem de títulos e resumos, leitura completa dos textos e análise final criteriosa, 24 artigos foram incluídos na síntese qualitativa. Os resultados indicam que intervenções baseadas em RVI demonstram eficácia moderada a alta no aprimoramento do REF em pessoas com TEA, com tamanhos de efeito variados. A RVI oferece ambientes controlados, seguros e motivadores que facilitam a prática repetida de habilidades socioemocionais, com evidências de generalização para contextos do mundo real. As principais tecnologias empregadas incluem head mounted displays (HMD), sistemas CAVE, ambientes virtuais colaborativos e plataformas com feedback adaptativo em tempo real. Esta revisão identifica lacunas metodológicas importantes, incluindo a necessidade de ensaios clínicos randomizados de maior escala, padronização de protocolos de intervenção e estudos longitudinais para avaliar a manutenção dos ganhos terapêuticos.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Reconhecimento de Emoções Faciais; Realidade Virtual Imersiva.
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