BARREIRAS À ADESÃO TERAPÊUTICA DE MULHERES NO CAPS AD
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p1500-1527Palavras-chave:
Centros de tratamento de abuso de substâncias, Assistência integral à saúde, Usuários de drogas, Atenção Primária à Saúde, Saúde MentalResumo
A dependência de substâncias psicoativas (SPAs) entre mulheres apresenta especificidades relacionadas a gênero, estigma social e vulnerabilidades socioeconômicas, o que impacta diretamente a adesão ao tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAD). Diante desse cenário, torna-se necessário investigar as barreiras que dificultam a permanência dessas mulheres nos serviços de cuidado. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar os fatores que interferem na adesão ao tratamento de mulheres usuárias de SPAs assistidas em um CAPSAD. Trata-se de um estudo observacional, exploratório, de abordagem quantiqualitativa e corte transversal, realizado entre agosto de 2024 e julho de 2025, com 22 mulheres atendidas em um CAPSAD do município de Colatina–ES. Utilizou-se um instrumento semiestruturado para coleta de dados sociodemográficos, informações sobre a dependência química e adesão ao tratamento. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os qualitativos por meio da Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados indicaram predomínio de mulheres entre 42 e 47 anos, com baixa escolaridade e elevada vulnerabilidade social, início precoce do uso de substâncias, destaque para álcool e cocaína, tempo de dependência superior a seis anos e altas taxas de recaída. Conclui-se que a adesão ao tratamento é influenciada por fatores estruturais, emocionais e sociais, sendo fundamental que as estratégias terapêuticas considerem as especificidades de gênero, com foco em fortalecimento da autoestima, apoio social, capacitação profissional e valorização da maternidade como elemento motivador do cuidado.
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