EFEITO DO CURTIMENTO MINERAL E VEGETAL NAS PROPRIEDADES MECÂNICAS E COLORIMÉTRICAS DO COURO DE COELHO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p1278-1290

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do curtimento mineral e vegetal sobre as propriedades mecânicas, estruturais e colorimétricas do couro de coelho. Foram avaliados três sistemas de curtimento: Mimosa GS Powder®, Mimosa ME Powder® e sais de cromo Kromium PP®. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 × 2, composto por três tratamentos de curtimento e dois sentidos de retirada dos corpos de prova (longitudinal e transversal). Os tratamentos influenciaram a espessura, força máxima, tração e características colorimétricas dos couros (P<0,05). O tratamento com Mimosa GS Powder® apresentou maiores valores de força máxima e tração, enquanto o curtimento ao cromo apresentou menor absorção de água. As características colorimétricas diferiram entre os sistemas de curtimento tanto na face carnal quanto na face superficial, com maior intensidade cromática nos tratamentos vegetais. Não foram observadas diferenças para deformação, alongamento e resistência ao rasgo progressivo (P>0,05). As micrografias obtidas por microscopia eletrônica de varredura evidenciaram diferenças na organização dos feixes de colágeno e no espaçamento interfibrilar da matriz dérmica. Os sistemas de curtimento promoveram comportamento mecânico semelhante, porém os taninos vegetais influenciaram principalmente as propriedades estruturais e visuais do couro.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABNT. NBR 2418: couro: cortes de corpos-de-prova. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2015.

ABNT. NBR ISO 2580: couro — ensaios físicos e mecânicos — determinação da espessura. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2016.

ABNT. NBR ISO 3376: couro — ensaios físicos e mecânicos — determinação da resistência à tração e percentual de extensão. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2014.

ABNT. NBR ISO 3377-2: couro — ensaios físicos e mecânicos — determinação da força de rasgamento — parte 2: rasgamento de extremidade dupla. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2014.

AUAD, P.; SPIER, F.; GUTTERRES, M. Composition of vegetable tannins and their association with leather tanning effect. Chemical Engineering Communications, v. 207, p. 722–732, 2020. https://doi.org/10.1080/00986445.2019.1618843

BACARDIT, A. et al. Chromium tanning: dynamics and colour stability in modern leather production. Journal of Cleaner Production, v. 312, p. 127140, 2021. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2021.127140

COVINGTON, A.D.; WISE, W.R. Tanning chemistry: the science of leather. 2. ed. Cambridge: Royal Society of Chemistry, 2020.

FALCONE, D. et al. Effect of oxidation and condensed tannins on leather coloration. Journal of Leather Science and Engineering, v. 5, p. 1–12, 2023.

HOCH, A. L. V.; PRADO, M.; FRANCO, M. L. R. S.; SCAPINELLO, C.; FRANCO, N. P.; GASPARINO, E. Ação de diferentes agentes curtentes utilizados no curtimento de peles de coelhos: testes físico-mecânicos dos couros. Acta Scientiarum. Animal Sciences, v. 31, n. 4, p. 447–451, 2009.

IULTCS. IUP 7: Measurement of water absorption of leather. International Union of Leather Technologists and Chemists Societies, 2000.

KANAGARAJ, J.; PANDA, R.C.; RAMAKRISHNA, P. Sustainable chrome tanning systems using protein-based products. Polymer Bulletin, v. 79, p. 10201–10228, 2022.

MONTEIRO, J.M. et al. Taninos: uma abordagem da química à ecologia. Química Nova, v. 28, n. 5, p. 892–896, 2005.

MORERA, J.M.; BARTOLÍ, E.; ESTEBAN, B. Hydrothermal stability of vegetable-tanned leather. Thermochimica Acta, v. 742, p. 179893, 2024.

OLIVEIRA, G.G. et al. Characterization and strength of rabbit leather compared to fish leather. Scientific World Journal, v. 2022, p. 1–9, 2022.

OZDAL, T.; CAPANOĞLU, E.; ALTAY, F. Protein–phenolic interactions. Food Research International, v. 51, p. 954–970, 2013. https://doi.org/10.1016/j.foodres.2013.02.009

SARI, R. et al. Effect of natural tannins on leather properties. Journal of Leather Science and Engineering, v. 4, p. 12–25, 2022. https://doi.org/10.1186/s42825-022-00079-0

SCHRÖPFER, M.; MEYER, M. Binding mechanisms of vegetable tannins to collagen. Research Journal of Phytochemistry, v. 10, p. 58–66, 2016.

SOUZA, M.L.R.; SILVA, L.O. Retanning techniques and resistance of tilapia leather. Acta Scientiarum. Animal Sciences, v. 27, p. 535–540, 2005. https://doi.org/10.4025/actascianimsci.v27i4.1185

VIEIRA, A.M. et al. Tanning of fish skin with vegetable tannins. Acta Scientiarum. Animal Sciences, v. 30, p. 359–363, 2008. https://doi.org/10.4025/actascianimsci.v30i3.5717

YORGANCIOGLU, A. et al. Collagen stabilization by alternative tanning systems. Johnson Matthey Technology Review, v. 66, p. 215–226, 2022. https://doi.org/10.1595/205651322X16225583463559

Downloads

Publicado

2026-06-11

Como Citar

COSTA, Dezirrê Raiane et al. EFEITO DO CURTIMENTO MINERAL E VEGETAL NAS PROPRIEDADES MECÂNICAS E COLORIMÉTRICAS DO COURO DE COELHO. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 4, p. 1278–1290, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n4p1278-1290. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1125. Acesso em: 14 jun. 2026.

Edição

Seção

Ciências Agrárias e Medicina Veterinária