INFODEMIA EM SAÚDE: ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES DO FACEBOOK SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Autores

  • Francisco Braz Milanez Oliveira Universidade Estadual do Maranhão
  • Antonio Vinicius da Cunha Lima UniFacema
  • Ana Maria Lima Dourado Universidade Estadual do Maranhão
  • Caroline Jordana Azevedo dos Santos
  • Sudário Vitor de Aguiar Lima Lima
  • Thayslane de Oliveira Brandão Universidade Estadual do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p714-730

Palavras-chave:

Mídias sociais, COVID-19, Disseminação de Informação, Desinformação

Resumo

A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, configurou-se como uma importante emergência sanitária global, acompanhada de intensa circulação de desinformação nas redes sociais. Durante a pandemia, a ampla disseminação de notícias falsas comprometeu a compreensão da população sobre prevenção, contágio e tratamento, favorecendo a infodemia e dificultando a adesão a medidas baseadas em evidências. Nesse contexto, o estudo teve como objetivo analisar publicações do Facebook sobre a pandemia de COVID-19 no ano de 2020. Trata-se de um estudo epidemiológico, documental e observacional, realizado a partir da análise de 100 postagens públicas do Facebook, selecionadas por amostragem não probabilística por conveniência. Foram incluídas publicações relacionadas ao tratamento, à prevenção e ao contágio da COVID-19. A coleta de dados utilizou as ferramentas CrowdTangle, Google Trends e FAKEBR, com análise de conteúdo, análise de redes e estatística descritiva. Os resultados mostraram que julho concentrou a maior proporção de publicações falsas (26%), seguido de dezembro (15%). Quanto ao formato, predominaram links compartilhados (41%), seguidos por imagens (29%) e vídeos (29%). Os perfis de entretenimento foram os que mais disseminaram esse tipo de conteúdo (57%), seguidos por perfis políticos (21%) e pessoais (17%). Em relação ao conteúdo, 81% das publicações abordavam tratamentos medicamentosos e 9% tratamentos caseiros. Entre os tratamentos mais citados, destacaram-se a cloroquina (25,3%) e o KIT COVID (20,2%). O discurso informativo foi o mais frequente (57%), seguido pelo formato notícia (21%). As publicações que mais geraram engajamento foram as com foco em reações adversas (49%) e informações para a família (18%). Em 89% das postagens não houve vínculo com mortes por COVID-19. A média de engajamento foi de 11.223,41 curtidas, 1.837,53 comentários e 6.873,11 compartilhamentos. Conclui-se que a disseminação de Fake News sobre a COVID-19 no Facebook teve forte alcance e elevado engajamento, especialmente em conteúdos relacionados a tratamentos sem comprovação científica, reforçando a necessidade de ações de enfrentamento à desinformação em saúde.

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Publicado

2026-06-04

Como Citar

OLIVEIRA, Francisco Braz Milanez; LIMA, Antonio Vinicius da Cunha; DOURADO, Ana Maria Lima; SANTOS , Caroline Jordana Azevedo dos; LIMA , Sudário Vitor de Aguiar Lima; BRANDÃO, Thayslane de Oliveira. INFODEMIA EM SAÚDE: ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES DO FACEBOOK SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 4, p. 714–730, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n4p714-730. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1149. Acesso em: 7 jun. 2026.