PERFIL DOS SINTOMAS DE HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA E DISFUNÇÃO ERÉTIL EM PACIENTES ATENDIDOS NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE SANTARÉM-PA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p600-623Resumo
A hiperplasia prostática benigna (HPB) e os sintomas do trato urinário inferior (STUI) apresentam elevada prevalência em homens acima de 40 anos, coexistindo frequentemente com a disfunção erétil (DE). O objetivo deste estudo foi descrever o perfil clínico de sintomas prostáticos e função erétil em homens atendidos na Atenção Primária à Saúde de Santarém-PA, analisando a correlação entre a gravidade miccional e o desempenho sexual. Realizou-se um estudo observacional, transversal e de campo com 50 homens acima de 40 anos em três Unidades Básicas de Saúde. Utilizou-se o Visual Prostate Symptom Score (VPSS) e o Índice Internacional de Função Erétil (IIEF-5), analisados por testes não paramétricos em Python 3.10. Os resultados revelaram idade média de 57,54 anos e alta prevalência de comorbidades (40% hipertensos; 20% diabéticos). Identificou-se uma correlação linear negativa e estatisticamente significativa entre o escore total do VPSS e do IIEF-5 (ρ = -0,412; p = 0,003), confirmando que o agravamento urinário compromete a função erétil. Operacionalmente, observou-se expressiva dependência dos pacientes para o preenchimento dos instrumentos; a iconografia padrão do VPSS enfrentou severas barreiras de alfabetização visual, exigindo explicações repetidas e adaptações gráficas empíricas pelos pesquisadores. Conclui-se que a gravidade dos sintomas prostáticos está associada ao declínio da função erétil. A triagem urológica passiva por autopreenchimento mostrou-se inviável na realidade local, justificando a necessidade de transição para um modelo de rastreio ativo e assistido por profissionais de saúde, associado à futura validação de ferramentas iconográficas regionalizadas.
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