VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NA SALA VERMELHA: DESAFIOS E BENEFÍCIOS DA ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p1081-1099Palavras-chave:
Ventilação não invasiva., Sala vermelha, Insuficiência respiratória aguda, Equipe multiprofissional, EmergênciaResumo
A sala vermelha é um ambiente de alta complexidade assistencial, destinado ao atendimento de pacientes críticos ou potencialmente críticos, nos quais a insuficiência respiratória aguda exige decisões rápidas, monitorização contínua e integração entre diferentes categorias profissionais. Nesse contexto, a ventilação não invasiva (VNI) representa uma estratégia terapêutica capaz de reduzir o trabalho respiratório, melhorar as trocas gasosas e, em pacientes adequadamente selecionados, evitar a intubação orotraqueal e suas complicações. O presente artigo tem como objetivo analisar os desafios e benefícios da VNI na sala vermelha, com ênfase na abordagem multiprofissional. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com recorte temporal de 2021 a 2026, realizada em bases como PubMed/MEDLINE, BVS/LILACS, SciELO e Google Scholar. Foram identificados 146 registros, dos quais 18 artigos científicos compuseram a síntese qualitativa, além de 2 documentos técnicos utilizados como apoio conceitual. Os resultados foram organizados em eixos temáticos: indicação clínica, benefícios terapêuticos, riscos e contraindicações, monitorização, falha da VNI, comunicação em equipe, fluxos assistenciais e indicadores de qualidade. Conclui-se que a VNI na sala vermelha é uma intervenção de alto valor quando aplicada por equipe treinada, com protocolos claros e reavaliação precoce. O sucesso da estratégia depende menos do equipamento isolado e mais da coordenação entre médico, enfermeiro, fisioterapeuta, técnico de enfermagem e demais profissionais envolvidos no cuidado crítico.
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