A MEMÓRIA DISCURSIVA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA INFANTIL EM MINHA MÃE É NEGRA SIM, DE PATRÍCIA SANTANA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p1603-1616Palavras-chave:
personagem; identidade negra; memória discursiva; discursos.Resumo
Esta pesquisa analisa enunciados da personagem docente e a construção da identidade do protagonista Eno na obra infantojuvenil Minha mãe é negra sim (2008), de Patrícia Santana, tendo como objeto central os enunciados produzidos após um episódio de discriminação racial ocorrido em sala de aula. Fundamenta-se na noção de memória discursiva (Orlandi, 2009) para abordar questões sociais e históricas que afetam as condições de produção dos enunciados. O estudo investiga a influência de discursos já ditos nas vozes dos personagens e os efeitos de sentido gerados pelos discursos raciais presentes na narrativa. Também evidencia fundamentos normativos das relações étnico-raciais na educação brasileira. As análises mostram que discursos discriminatórios reproduzem sentidos perpetuados na memória social, impactando a constituição da identidade negra infantil. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica qualitativa, apoiada em Almeida (2019), Alves (2020), Bayó et al. (2019), Candau (2013), Fanon (2008), Gomes (2002), Orlandi (2009), Santana (2008), Silva e Almeida (2024) e Tavares (2023).
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