RISCOS TOXICOLÓGICOS E EFEITOS ADVERSOS ASSOCIADOS AO CONSUMO INADEQUADO DA ALOE VERA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p2116-2128Palavras-chave:
Aloe vera, Toxicidade, Efeitos adversos, Hepatotoxicidade, FitoterápicosResumo
A Aloe vera (Aloe barbadensis Miller) constitui uma das espécies vegetais mais empregadas na medicina tradicional e na fitoterapia contemporânea, sendo amplamente reconhecida por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas e cicatrizantes. Entretanto, a crescente utilização de preparações derivadas dessa planta tem suscitado preocupações relacionadas à sua segurança toxicológica, especialmente diante do uso indiscriminado e da administração oral de produtos contendo compostos potencialmente tóxicos. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo descrever os riscos toxicológicos e os efeitos adversos associados ao consumo inadequado da Aloe vera, com base nas evidências científicas disponíveis na literatura. Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e PubMed, utilizando os descritores “Aloe vera”, “Toxicidade” e “Efeitos adversos”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2026, nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra e relacionados à temática proposta. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, dez estudos compuseram a amostra final. A análise das evidências demonstrou que os principais riscos associados ao uso inadequado da Aloe vera estão relacionados à presença de antraquinonas, especialmente a aloína, destacando-se manifestações gastrointestinais, distúrbios hidroeletrolíticos, hepatotoxicidade, potencial genotóxico e possíveis efeitos carcinogênicos decorrentes da exposição prolongada. Adicionalmente, observou-se que fatores como dose, tempo de uso, método de extração e composição química das preparações influenciam diretamente o perfil de segurança da planta. Conclui-se que, embora a Aloe vera apresente reconhecido potencial terapêutico, sua utilização requer critérios rigorosos de segurança e monitoramento, reforçando a necessidade de estudos clínicos e toxicológicos mais robustos que subsidiem a padronização de protocolos e o uso racional de produtos fitoterápicos.
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