INTERCULTURALIDADES QUILOMBOLAS E CAMPESINAS SITUADAS ENTRE-LUGARES DE RESISTÊNCIA NA PERSPECTIVA DE TERRITORIOS ESCOLARES DECOLONIZADOS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p2143-2177Palavras-chave:
Educação do Campo; Educação Escolar Quilombola; Decolonialidade; Interculturalidade; Sertão Paraibano.Resumo
O presente artigo analisa as interfaces teóricas, paralelismos decoloniais e realidades interculturais que aproximam a Educação do Campo e a Educação Escolar Quilombola, compreendendo-as como territórios de resistência frente ao modelo de ensino eurocêntrico e homogeneizador fortalecido antes da Constituição de 1988. Por meio de uma abordagem qualitativa que se ancora na Metodologia de Pesquisa da Afrodescendência, investigam-se as convergências e distinções entre essas duas matrizes no espaço rural sob a ótica dos movimentos sociais (MST e CONAQ). O corpus empírico fundamenta-se nas subjetividades docentes e na inserção discente do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal de Campina Grande (CFP/UFCG) em cinco comunidades quilombolas situadas no sertão da Paraíba, vinculadas a um programa de extensão universitária com vigência até 2027. Os resultados parciais evidenciam que a articulação entre formação docente, alternância e diálogo intercultural atua como pilar de salvaguarda sociocultural e fomento à descolonização dos espaços escolares rurais e urbanos.
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