PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR COQUELUCHE NO BRASIL DE 2020 A 2024

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n5p319-335

Palavras-chave:

Coqueluche, Internações, Óbitos, Brasil, Epidemiologia

Resumo

Introdução: A coqueluche é uma infecção respiratória aguda e altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Apesar da ampla disponibilidade de vacinas, a doença permanece como um importante problema de saúde pública, especialmente entre lactentes com esquema vacinal incompleto. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das internações por coqueluche no Brasil entre 2020 e 2024. Métodos: Estudo ecológico realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponíveis na plataforma DATASUS/TABNET. Foram analisadas internações, óbitos e taxas de mortalidade hospitalar por coqueluche segundo região, sexo, faixa etária e cor/raça. Resultados: Entre 2020 e 2024, foram registradas 1.775 internações e 30 óbitos por coqueluche no Brasil. A região Sudeste concentrou o maior número de internações (41,14%) e óbitos (46,66%), enquanto a região Centro-Oeste apresentou os menores registros. Observou-se aumento expressivo das internações em 2024, com 724 casos, valor superior a três vezes o registrado no ano anterior. Crianças menores de um ano corresponderam a 78,14% das internações, evidenciando sua maior vulnerabilidade às formas graves da doença. As internações apresentaram distribuição semelhante entre os sexos, com discreto predomínio feminino (52,16%), porém os óbitos foram mais frequentes no sexo masculino (56,66%). Indivíduos autodeclarados pardos representaram a maior proporção de internações (49,85%) e óbitos (56,66%). A taxa geral de mortalidade hospitalar foi de 1,69%, com maiores índices na região Norte, em populações indígenas e entre idosos, especialmente na faixa etária de 70 a 79 anos. Conclusão: As internações por coqueluche no Brasil concentraram-se em crianças menores de um ano e apresentaram aumento substancial em 2024. Os resultados reforçam a importância da manutenção de altas coberturas vacinais, do fortalecimento da vigilância epidemiológica e da ampliação do acesso aos serviços de saúde para reduzir a morbimortalidade associada à doença.

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Publicado

2026-07-07

Como Citar

VENÂNCIO, Thiago Assis et al. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR COQUELUCHE NO BRASIL DE 2020 A 2024. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 5, p. 319–335, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n5p319-335. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1299. Acesso em: 10 jul. 2026.