COMUNICAÇÃO MEDIADA POR TECNOLOGIAS DIGITAIS ENTRE ESCOLA E FAMÍLIA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SOBRE CRIANÇAS MIGRANTES COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n6p1160-1218Palavras-chave:
Comunicação escola-famíllia. Tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC). Crianças migrantes. Hospitalidade linguística.Resumo
Um mapeamento bibliográfico da produção brasileira recente sobre tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) na interlocução entre escola e família de crianças migrantes com dificuldades de aprendizagem sintetiza evidências e lacunas: observa prevalência de usos administrativos de aplicativos de mensagens, plataformas e redes sociais para envio de recados, cobrança de tarefas e controle de frequência, enquanto possibilidades multimodais , áudios, tradutores automáticos, imagens e vídeos curtos , são pouco sistematizadas como estratégias de acolhimento e apoio pedagógico. Identificam‑se barreiras interligadas de ordem linguística, cultural e digital que produzem formas de infoexclusão e de inclusão subordinada quando a comunicação pressupõe letramento em português escrito e acesso estável à internet. Estudos de casos municipais e estaduais ilustram descompassos entre marcos normativos de garantia do direito à educação e práticas cotidianas: lacunas na formação continuada docente para diversidade linguística, ausência de diretrizes para mediação digital e fragilidade de políticas de permanência de crianças em situação de migração. Propõe‑se uma agenda que mapeie os tipos de TDIC utilizados e suas funções, produza uma tipologia de barreiras e avalie indicadores de inclusão comunicacional; sugere‑se desenvolver modelos comunicacionais multimodais orientados à hospitalidade linguística, conteúdos adaptados e formação docente que integre competências digitais, ética intercultural e estratégias para co‑responsabilização entre escola e família. Conclui‑se que a tecnologia pode ampliar acessos e acessibilidades se for articulada a políticas, formação e práticas que reconheçam línguas e trajetórias como recursos, não como obstáculos.
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Referências
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