Caracterização da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no Brasil: estudo epidemiológico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n7p764-778

Palavras-chave:

AIDS, Epidemiologia, Saúde Pública

Resumo

Introdução: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) representa o estágio mais avançado da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), caracterizada pela destruição progressiva dos linfócitos T CD4+ e consequente imunossupressão grave. O HIV é transmitido por fluidos biológicos, como sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno, estando associado a relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas e seringas, transfusões de sangue contaminado e acidentes com material perfurocortante. Apesar dos avanços na prevenção e tratamento, a infecção pelo HIV permanece um importante problema de saúde pública no Brasil.

Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar os aspectos epidemiológicos da AIDS no Brasil entre 2014 e 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, descritivo, analítico e ecológico, com análise de tendência temporal.

Metodologia: Os dados foram obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), sendo analisadas variáveis temporais, demográficas, geográficas e clínicas. A organização dos dados foi realizada no Microsoft Excel®, e as análises estatísticas foram conduzidas no RStudio® e no SPSS®.

Resultados: Entre 2014 e 2023 foram registrados 209.911 casos de HIV/AIDS no Brasil. O maior número de notificações ocorreu em 2017, com 25.425 casos (12,11%), enquanto o menor foi observado em 2023, com 10.196 casos (4,86%). A maioria dos casos ocorreu no sexo masculino (71,4%), na faixa etária de 20 a 34 anos (40,9%), entre indivíduos pardos (44,9%) e residentes da Região Sudeste (37,9%).

Observou-se aumento das notificações entre 2014 e 2017, possivelmente relacionado à implantação da notificação compulsória dos casos de HIV. Entre 2020 e 2023 verificou-se redução dos registros, cenário que pode estar associado aos impactos da pandemia de COVID-19 sobre os serviços de saúde e ao fortalecimento das estratégias de prevenção, como terapia antirretroviral (TARV), profilaxia pós-exposição (PEP), profilaxia pré-exposição (PrEP) e distribuição gratuita de preservativos.

Conclusão: Conclui-se que o perfil epidemiológico da infecção pelo HIV/AIDS no Brasil, entre 2014 e 2023, caracterizou-se pela predominância de casos em homens pardos de 20 a 34 anos residentes na Região Sudeste. Os achados reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção, diagnóstico precoce e enfrentamento das desigualdades sociais que influenciam a dinâmica da epidemia.

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Publicado

2026-09-25

Como Citar

PEREIRA BRAGA BATISTA, Geovana et al. Caracterização da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no Brasil: estudo epidemiológico. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 7, p. 764–778, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n7p764-778. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1490. Acesso em: 27 set. 2026.