NATAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE BENEFÍCIOS MOTORES, COGNITIVOS, AFETIVO-SOCIAIS E PEDAGÓGICOS

Autores

  • Valcirene Rodrigues Pereira Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal do Acre (UFAC), 2013; bacharelado em Educação Física pela UFAC, 2018; e é bacharela em Nutrição pela UFAC, 2026. É mestra em Ciências da Saúde na Amazônia Ocidental pela UFAC e pós-graduada em Docência do Ensino Superior e em Treinamento Desportivo pela Uniasselvi – Centro Universitário Leonardo da Vinci (2020). https://orcid.org/0000-0003-4266-3980

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n7p602-614

Palavras-chave:

natação; desenvolvimento infantil; desenvolvimento motor; princípios pedagógicos; revisão integrativa.

Resumo

A natação é reconhecida como uma das práticas corporais mais completas por mobilizar diferentes sistemas do organismo e por favorecer o desenvolvimento global da criança. Este artigo tem como objetivo analisar os benefícios da natação para o desenvolvimento infantil, integrando evidências sobre aspectos motores, cognitivos, afetivo-sociais, terapêuticos e pedagógicos. A metodologia adotada é a revisão integrativa da literatura, construída a partir de levantamento bibliográfico que abrangeu estudos sobre natação infantil, desenvolvimento motor e princípios pedagógicos da prática aquática. Os resultados indicam que a natação contribui para o desenvolvimento motor global, com melhor desempenho em habilidades de locomoção e manipulativas, sobretudo no deslizamento e no salto horizontal, quando comparada a crianças não praticantes (Tomazeli, 2019; Moura et al., 2021). A prática regular também está associada a melhorias na saúde mental, aptidão física funcional, flexibilidade, resistência abdominal e geral, equilíbrio, reeducação postural e capacidade cardiorrespiratória, além de redução da agressividade e avanços nos aspectos sociais e comportamentais (Oliveira; Souza e Silva, 2023). No campo pedagógico, a natação de bebês apresenta princípios que dialogam com a Educação Física e favorecem o desenvolvimento psicomotor, cognitivo e afetivo-social (Guimarães, 2018). Conclui-se que a natação constitui recurso relevante para o desenvolvimento infantil, embora os estudos analisados apresentem limites metodológicos que sugerem a necessidade de novas investigações.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. AISSA, J. C. et al. Relação entre frequência cardíaca e percepção subjetiva de esforço em indivíduos entre 10 e 15 anos na natação. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v. 12, n. 76, p. 597-604, 2018.

2. AZEVEDO, A. M. P. et al. Os benefícios da Natação de Bebês de 6 a 24 meses de idade. In: X Encontro de Extensão e XI Encontro de Iniciação à Docência, 2008. Anais... 2008.

3. BRESGES, L. Natação para meu neném. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1980.

4. CANDEIA, A. D. S. et al. A natação aumenta a amplitude de movimento e a força dos músculos rotadores mediais do ombro sem alterar o espaço subacromial. Fisioterapia Brasil, 2017.

5. CANOSSA, S. et al. Ensino multidisciplinar em natação: reflexão metodológica e proposta de lista de verificação. Revista Motriz, 2007.

6. CORRÊA, C. R. F.; MASSAUD, M. G. Escola de Natação: Montagem e Administração Pedagógica, do Bebê a Competição. São Paulo: Editora Sprint, 1999.

7. FILHO, P. G. A psicomotricidade relacional em meio aquático. Barueri: Manole, 2003.

8. FOGANHOLI, C. Natação de Bebês com síndrome de Down. In: DÉA, V. H. S.; DUARTE, E. Síndrome de Down: informações, caminhos e histórias de amor. São Paulo: Phorte Editora, 2009. p. 223-228.

9. GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Desenvolvimento Motor: bebês, crianças e adultos. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2001.

10. GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o Desenvolvimento Motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3. ed. São Paulo: Phorte, 2005.

11. GALVÃO, C. M.; SAWADA, N. O.; TREVIZAN, M. A. Revisão sistemática: recurso que proporciona a incorporação das evidências na prática da enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 12, n. 3, p. 549-556, 2004.

12. GANONG, L. H. Integrative reviews of nursing research. Research in Nursing & Health, v. 10, n. 1, p. 1-11, 1987.

13. GONÇALVES, I. F. et al. Nível de aptidão física relacionada à saúde em crianças praticantes de natação. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v. 12, n. 79, p. 1052-1056, 2018.

14. GUIMARÃES, G. G. A natação para bebês: princípios pedagógicos, sua didática e sua relação com a educação física. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física), Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Rio Claro, 2018.

15. HIGUTI, R. M. B. et al. Natação como auxiliar terapêutico na reeducação postural de adolescentes com hiperlordose. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 18, n. 3, 2014.

16. KERBEJ, F. Natação: algo mais que os 4 nados. São Paulo: Manole, 2002.

17. LEÃO, D. M. M. Paradigmas Contemporâneos de Educação: Escola Tradicional e Escola Construtivista. Cadernos de Pesquisa, n. 107, 1999.

18. MATIAS, J. L. P.; OLIVEIRA, B. N. Interface entre a natação e o tratamento da asma sob a perspectiva do paciente asmático. Dados, v. 9, p. 11, 2017.

19. MENGUER, L. et al. Efeito da natação sobre parâmetros de saúde mental e aptidão física funcional em escolares. Extensio: Revista Eletrônica de Extensão, v. 18, n. 38, p. 83-95, 2021.

20. MOURA, O. et al. A influência da prática regular de natação no desenvolvimento motor global na infância. Retos, v. 40, p. 296-304, 2021.

21. OLIVEIRA, L. et al. Agressividade infantil: comparativo entre crianças praticantes e não praticantes da natação. ConScientiae Saúde, v. 14, n. 1, p. 40-46, 2015.

22. OLIVEIRA, S. G. S.; SOUZA E SILVA, N. S. Benefícios da natação para crianças e adolescentes: uma revisão sistemática. RBPFEX: Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v. 17, n. 111, p. 401-411, 2023.

23. PENHA, J. B. B.; ROCHA, M. D. L. C. A influência da psicomotricidade na educação infantil. Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, 2010.

24. PEREIRA, T. L. P. et al. Avaliação das variáveis comportamentais e habilidades aquáticas de autistas participantes de um programa de natação. Conexões, v. 17, p. e019037, 2019.

25. PIRES, G. P.; PIRES, K. C.; FIGUEIRA, A. J. Efeitos de 14 semanas de treinamento de força com periodização linear e ondulatória diária nas variáveis cinemáticas de jovens atletas de natação competitiva. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 39, p. 291-298, 2017.

26. POLIT, D. F.; BECK, C. T.; HUNGLER, B. P. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.

27. SAAVEDRA, J.; ESCALANTE, Y.; RODRÍGUEZ, F. A evolução da natação. Revista Digital, Buenos Aires, n. 66, p. 1-14, 2003.

28. SANTOS, B. L. S.; OLIVEIRA, F. B.; OLIVEIRA, R. Efeitos da natação no pico expiratório de crianças asmáticas. Revista de Investigación en Actividades Acuáticas, v. 3, n. 6, p. 41-44, 2019.

29. SENRA, J. A importância da natação na primeira infância segundo a psicomotricidade. 2005. Monografia (Pós-Graduação Lato Sensu), Universidade Candido Mendes, Rio de Janeiro, 2005.

30. SILVA, M. C. R. et al. Efeito de um programa de natação e ginástica respiratória no equilíbrio postural de adolescentes asmáticos. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 23, n. 2, p. 123-129, 2015.

31. SOARES, D. V.; PAGANI, M. M.; LIMA, F. S. Iniciação a natação infantil. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente, v. 5, n. 2, p. 98-114, 2014.

32. SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 102-106, 2010.

33. SPIRDUSO, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. Barueri: Manole, 2005.

34. TAHARA, A.; SANTIAGO, D.; TAHARA, A. As actividades aquáticas associadas ao processo de bem-estar e qualidade de vida. Revista Digital, Buenos Aires, n. 103, p. 1-4, 2006.

35. TOMAZELI, A. Importância da natação para desenvolvimento motor de crianças de 03 a 05 anos. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física), Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2019.

36. URSI, E. S. Prevenção de lesões de pele no perioperatório: revisão integrativa da literatura. 2005. Dissertação (Mestrado) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2005.

37. WHITTEMORE, R.; KNAFL, K. The integrative review: update methodology. Journal of Advanced Nursing, v. 52, n. 5, p. 546-553, 2005.

38. WIZER, R. T.; MEIRA JUNIOR, C. D. M.; SOUZA CASTRO, F. A. Utilização de flutuadores em aulas de natação para crianças: estudo interventivo. Motricidade, v. 12, n. 2, p. 97-106, 2016.

39. ZULIETTI, L.; SOUZA, I. A aprendizagem da natação do nascimento aos 6 anos: fases de desenvolvimento. Revista Univasp, São Paulo, 2002.

Downloads

Publicado

2026-09-21

Como Citar

PEREIRA, Valcirene Rodrigues. NATAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE BENEFÍCIOS MOTORES, COGNITIVOS, AFETIVO-SOCIAIS E PEDAGÓGICOS. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 7, p. 602–614, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n7p602-614. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1492. Acesso em: 24 set. 2026.