CORRELAÇÃO ENTRE O COMPORTAMENTO ALIMENTAR DOS PAIS/RESPONSÁVEIS E A INTRODUÇÃO DE ULTRAPROCESSADOS EM CRIANÇAS EM IDADE PRÉ-ESCOLAR, 2 A 5 ANOS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n7p817-828Palavras-chave:
comportamento alimentar; ambiente familiar; alimentos ultraprocessados; crianças pré-escolares; alimentação infantil.Resumo
Os hábitos alimentares construídos na infância são influenciados por fatores individuais, sociais e, principalmente, pelo ambiente familiar. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre o comportamento alimentar dos pais ou responsáveis e o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças de 2 a 5 anos, identificando riscos nutricionais e os principais produtos ofertados. Trata-se de uma revisão de literatura, de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória, realizada a partir de buscas nas bases SciELO, PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico. A literatura analisada indica que o comportamento parental, as práticas alimentares, a disponibilidade de alimentos no domicílio e a organização das refeições influenciam as escolhas alimentares infantis. Entre os ultraprocessados mais destacados estão bebidas açucaradas, biscoitos recheados, salgadinhos e refeições do tipo fast food. O consumo frequente desses produtos está relacionado à pior qualidade da dieta e à maior exposição a açúcares, gorduras e sódio, podendo contribuir para inadequações nutricionais e aumento do risco de excesso de peso e doenças crônicas. Conclui-se que o comportamento dos pais ou responsáveis exerce papel relevante na formação dos hábitos alimentares infantis, sendo importantes estratégias de educação alimentar e nutricional voltadas à família para reduzir o consumo de ultraprocessados e incentivar alimentos in natura e minimamente processados.
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