FEBRE MACULOSA: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E RELEVÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL

Autores

  • Eduarda Garcia Lamarão Afya Centro Universitário São Lucas
  • Bianka do Nascimento Prado Afya Centro Universitário São Lucas
  • Evelyn Rocha da Silva Camargo Afya Centro Universitário São Lucas
  • João Allen dos Santos e Santos Afya Centro Universitário São Lucas
  • Lucas Ferreira Alves da Silva Afya Centro Universitário São Lucas
  • Jonata Cavalcante Barbosa Júnior Afya Centro Universitário São Lucas
  • Flávio Aparecido Terassini Afya Centro Universitário São Lucas

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p166-179

Palavras-chave:

Febre maculosa., Rickettsia., Carrapatos., Epidemiologia., Saúde pública., Região Norte.

Resumo

A febre maculosa constitui uma doença infecciosa transmitida por carrapatos e apresenta importância para a vigilância em saúde devido à interação entre bactérias do gênero Rickettsia, vetores e hospedeiros vertebrados. Este estudo teve como objetivo analisar os aspectos epidemiológicos da febre maculosa e sua relevância para a saúde pública na Região Norte do Brasil. Trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva e documental, complementada por revisão bibliográfica. Foram consultadas as bases SciELO, PubMed, Google Scholar e Biblioteca Virtual em Saúde, além de dados secundários de casos confirmados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Ministério da Saúde/SVSA. Foram analisados os registros de 2022 a 2026, considerando, para 2026, os dados disponíveis até 17 de agosto. Os resultados demonstraram distribuição heterogênea dos casos no território brasileiro, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. Na Região Norte, foram identificados seis casos confirmados no período: dois em 2022, um em 2023, nenhum em 2024, dois em 2025 e um em 2026, distribuídos entre Roraima, Pará e Tocantins. Apesar da baixa frequência de registros humanos, a literatura evidencia diversidade de carrapatos e circulação de Rickettsia em ambientes amazônicos. Os dados analisados não permitem afirmar a ocorrência de subnotificação, mas evidenciam a necessidade de ampliar investigações sobre diagnóstico, vigilância e ciclos ecológicos. Conclui-se que a integração entre dados epidemiológicos e estudos sobre vetores, hospedeiros e agentes infecciosos é fundamental para ampliar o conhecimento e fortalecer a vigilância da febre maculosa na Região Norte brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARAÚJO, Flávio Eduardo Saraiva de et al. Seasonal dynamics of Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787) sensu stricto in a degraded area of the Amazon biome, with notes on Rickettsia amblyommatis infection. Parasites & Vectors, v. 16, n. 1, p. 391, 2023.

BARBIERI, Amália Regina Mar et al. Rickettsia communities and their relationship with tick species within and around the national park of Iguaçu, Brazil. Experimental and Applied Acarology, v. 91, n. 2, p. 339-358, 2023.

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Doenças e Agravos de Notificação – 2007 em diante (SINAN): febre maculosa. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.

DÍAZ-SÁNCHEZ, Adrian Alberto et al. Advances in the epidemiological surveillance of tick-borne pathogens. Pathogens, v. 12, n. 5, p. 633, 2023.

FACCINI-MARTÍNEZ, Álvaro A. et al. Confirming Rickettsia rickettsii as the etiological agent of lethal spotted fever group rickettsiosis in human patients from Espírito Santo state, Brazil. Ticks and tick-borne diseases, v. 9, n. 3, p. 496-499, 2018.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. Ediitora Atlas SA, 2008.

LABRUNA, Marcelo Bahia et al. New tick records in Rondônia, Western Brazilian Amazon. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 19, n. 3, p. 192-194, 2010.

LABRUNA, Marcelo B. Ecology of rickettsia in South America. Annals of the New York Academy of Sciences, v. 1166, n. 1, p. 156-166, 2009.

MOTA, Rinaldo Aparecido et al. Serological evidence of Rickettsia in horses and survey of tick-borne agents in ticks from horses and wildlife in the state of Pernambuco, Brazil. Journal of Medical Entomology, v. 63, n. 1, p. tjaf155, 2026.

ONYICHE, ThankGod E.; LABRUNA, Marcelo B.; SAITO, Tais B. Unraveling the epidemiological relationship between ticks and rickettsial infection in Africa. Frontiers in Tropical Diseases, v. 3, p. 952024, 2022.

PINTER, Adriano; LABRUNA, Marcelo B. Isolation of Rickettsia rickettsii and Rickettsia bellii in cell culture from the tick Amblyomma aureolatum in Brazil. Annals of the New York Academy of Sciences, v. 1078, n. 1, p. 523-529, 2006.

PRATI, Anny Carolina et al. Diversity of rickettsiae in ticks (Acari: Ixodidae) collected from wild vertebrates in part of the Amazon, Cerrado, and Pantanal biomes in Brazil. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 32, p. e008023, 2023.

SANTOS, Victor S.; SIQUEIRA, Thayane S.; SILVA, José RS. Temporal trends and spatial distribution of Brazilian spotted fever in Brazil. Journal of Travel Medicine, v. 30, n. 7, p. taad116, 2023.

Downloads

Publicado

2026-10-05

Como Citar

GARCIA LAMARÃO, Eduarda; PRADO, Bianka do Nascimento; CAMARGO, Evelyn Rocha da Silva; E SANTOS, João Allen dos Santos; DA SILVA, Lucas Ferreira Alves; BARBOSA JÚNIOR, Jonata Cavalcante; TERASSINI, Flávio Aparecido. FEBRE MACULOSA: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E RELEVÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 8, p. 166–179, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n8p166-179. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1515. Acesso em: 6 out. 2026.