FEBRE MACULOSA: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E RELEVÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p166-179Palavras-chave:
Febre maculosa., Rickettsia., Carrapatos., Epidemiologia., Saúde pública., Região Norte.Resumo
A febre maculosa constitui uma doença infecciosa transmitida por carrapatos e apresenta importância para a vigilância em saúde devido à interação entre bactérias do gênero Rickettsia, vetores e hospedeiros vertebrados. Este estudo teve como objetivo analisar os aspectos epidemiológicos da febre maculosa e sua relevância para a saúde pública na Região Norte do Brasil. Trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva e documental, complementada por revisão bibliográfica. Foram consultadas as bases SciELO, PubMed, Google Scholar e Biblioteca Virtual em Saúde, além de dados secundários de casos confirmados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Ministério da Saúde/SVSA. Foram analisados os registros de 2022 a 2026, considerando, para 2026, os dados disponíveis até 17 de agosto. Os resultados demonstraram distribuição heterogênea dos casos no território brasileiro, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. Na Região Norte, foram identificados seis casos confirmados no período: dois em 2022, um em 2023, nenhum em 2024, dois em 2025 e um em 2026, distribuídos entre Roraima, Pará e Tocantins. Apesar da baixa frequência de registros humanos, a literatura evidencia diversidade de carrapatos e circulação de Rickettsia em ambientes amazônicos. Os dados analisados não permitem afirmar a ocorrência de subnotificação, mas evidenciam a necessidade de ampliar investigações sobre diagnóstico, vigilância e ciclos ecológicos. Conclui-se que a integração entre dados epidemiológicos e estudos sobre vetores, hospedeiros e agentes infecciosos é fundamental para ampliar o conhecimento e fortalecer a vigilância da febre maculosa na Região Norte brasileira.
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