Exposição microbiológica durante a natação em águas abertas em competições de Triathlon na Baía de Santos, Brasil: Implicações para a gestão da qualidade da água recreativa
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p478-530Palavras-chave:
Balneabilidade, Escherichia coli, Enterococcus spp., Natação, TriathlonResumo
Águas costeiras usadas para recreação de contato primário podem expor atletas a indicadores de contaminação fecal, sobretudo em competições de natação em águas abertas. Este estudo avaliou as concentrações de Escherichia coli (E. coli) e Enterococcus spp. e parâmetros físico-químicos (pH, salinidade, temperatura e oxigênio dissolvido) ao longo do percurso de natação de oito competições do Troféu Brasil de Triathlon, na Praia da Aparecida, Baía de Santos, Brasil, entre 2024 e 2025. Em cada competição, coletaram-se amostras em cinco pontos ou momentos, na região de largada e a cerca de 100 m e 200 m dela. As concentrações foram determinadas pelo Número Mais Provável (NMP) e comparadas, apenas como referências contextuais, aos critérios da Resolução CONAMA nº 274/2000 para a última amostragem, e discutidas com os dados oficiais de balneabilidade da CETESB, que diferem em local, horário, desenho amostral e método analítico. Das 40 determinações por indicador, 36 de Enterococcus spp. (90,0%) excederam 400 NMP/100 mL, e nenhuma das 40 de E. coli ultrapassou 2.000 NMP/100 mL. As médias geométricas de Enterococcus spp. variaram de 539,73 a 1.554,80 NMP/100 mL, com o maior valor na terceira campanha de 2025, e permaneceram acima de 400 NMP/100 mL nos pontos P2 e P3. O pH, a salinidade e a temperatura variaram pouco, e o oxigênio dissolvido (3,5 a 4,7 mg/L) ficou abaixo de 5,0 mg/L em todas as campanhas, segundo a referência para águas salinas Classe 2. Os achados indicam exposição potencial recorrente dos atletas a concentrações elevadas de Enterococcus spp., sem permitir estimar a probabilidade de infecção nem atribuir fontes, e sustentam o monitoramento complementar, espacialmente representativo e específico para eventos em águas abertas. O delineamento e a abordagem analítica foram registrados no Open Science Framework (OSF) após a coleta e a análise dos dados, sob o registro nº 10.17605/OSF.IO/Q38JV.
Downloads
Referências
Abessa, D. M. S., Carr, R. S., Rachid, B. R. F., Sousa, E. C. P. M., Hortelani, M. A., & Sarkis, J. E. (2005). Influence of a Brazilian sewage outfall on the toxicity and contamination of adjacent sediments. Marine Pollution Bulletin, 50(8), 875–885. https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2005.02.034
Abessa, D. M. S., Rachid, B. R. F., Moser, G. A. O., & Oliveira, A. J. F. C. (2012). Efeitos ambientais da disposição oceânica de esgotos por meio de emissários submarinos: uma revisão. O Mundo da Saúde, 36(4), 643–661. https://doi.org/10.15343/0104-7809.2012364643661
Almeida, T., Salles, M. J., & Sotero Martins, A. (2017). Acesso às informações sobre qualidade da água de recreação. Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário, 6(4), 737–741. https://arca.fiocruz.br/items/1042f061-bae9-4b6f-8a39-001d6f8117b4
Bícego, M. C., Taniguchi, S., Yogui, G. T., Montone, R. C., Silva, D. A. M. da, Lourenço, R. A., Martins, C. de C., Sasaki, S. T., Pellizari, V. H., & Weber, R. R. (2006). Assessment of contamination by polychlorinated biphenyls and aliphatic and aromatic hydrocarbons in sediments of the Santos and São Vicente Estuary System, São Paulo, Brazil. Marine Pollution Bulletin, 52(12), 1804–1816. https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2006.09.011
Boehm, A. B. (2007). Enterococci concentrations in diverse coastal environments exhibit extreme variability. Environmental Science & Technology, 41(24), 8227–8232. https://doi.org/10.1021/es071807v
Boehm, A. B., & Sassoubre, L. M. (2014). Enterococci as indicators of environmental fecal contamination. In M. S. Gilmore, D. B. Clewell, Y. Ike, & N. Shankar (Eds.), Enterococci: From commensals to leading causes of drug resistant infection (pp. 101–121). Massachusetts Eye and Ear Infirmary. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK190421/
Brasil Escola. (2024). Acesso em 17 de setembro de 2024. https://brasilescola.uol.com.br/geografia/rio-sena.htm
Brasil. Conselho Nacional do Meio Ambiente. (2000). Resolução CONAMA nº 274, de 29 de novembro de 2000: Define os critérios de balneabilidade em águas brasileiras. https://conama.mma.gov.br/
Brasil. Conselho Nacional do Meio Ambiente. (2005). Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005: Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. https://conama.mma.gov.br/
Brasil. Conselho Nacional do Meio Ambiente. (2011). Resolução CONAMA nº 430, de 13 de maio de 2011: Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução nº 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente. https://conama.mma.gov.br/
Byappanahalli, M. N., Nevers, M. B., Korajkic, A., Staley, Z. R., & Harwood, V. J. (2012). Enterococci in the environment. Microbiology and Molecular Biology Reviews, 76(4), 685–706. https://doi.org/10.1128/MMBR.00023-12
Cesar, A., Pereira, C. D. S., Santos, A. R., Abessa, D. M. S., Fernández, N., Choueri, R. B., & DelValls, T. A. (2006). Ecotoxicological assessment of sediments from the Santos and São Vicente estuarine system, Brazil. Brazilian Journal of Oceanography, 54(1), 55–63. https://doi.org/10.1590/S1679-87592006000100005
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo [CETESB]. (2011). Relatório de qualidade das águas costeiras do Estado de São Paulo 2011. Série Relatórios. https://cetesb.sp.gov.br/aguas-costeiras/publicacoes-e-relatorios/
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo [CETESB]. (2024). Apêndice B: Conceitos e metodologias. In Qualidade das praias litorâneas no Estado de São Paulo.
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo [CETESB]. (2025). Classificação semanal da balneabilidade das praias litorâneas: Município de Santos. Portal da Qualidade Ambiental. https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb/qualidade_ambiental/agua/praias_litoraneas/classificacao_semanal_por_municipio
Curutiu, C., Iordache, F., Gurban, P., Lazar, V., & Chifiriuc, M. C. (2019). Main microbiological pollutants of bottled waters and beverages. Em A. M. Grumezescu & A. M. Holban (Eds.), Bottled and packaged water (pp. 403–422). Woodhead Publishing. https://doi.org/10.1016/B978-0-12-815272-0.00014-3
De Assis Junior, W. R. A., Roveri, V., & Pereira, C. D. S. (2026a). Environmental and microbiological interactions of HAdV, E. faecalis, and E. coli in coastal waters: A scoping review of evidence and research gaps. REMUNOM, 2(3), 1–36. https://doi.org/10.66104/xtwc2j96
De Assis Junior, W. R. A., Roveri, V., & Pereira, C. D. S. (2026b). Aplicação do framework DAPSI(W)R(M) à gestão de riscos microbiológicos na Baía de Santos: Da pressão antrópica às estratégias de resposta em áreas de recreação e competição aquática. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, 5(5), 494–582. https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n5p494-582
Diaz, R. J., & Rosenberg, R. (2008). Spreading dead zones and consequences for marine ecosystems. Science, 321(5891), 926–929. https://doi.org/10.1126/science.1156401
Dorevitch, S., Panthi, S., Huang, Y., Li, H., Michalek, A. M., Pratap, P., Wroblewski, M., Liu, L., Scheff, P. A., & Li, A. (2011). Water ingestion during water recreation. Water Research, 45(5), 2020–2028. https://doi.org/10.1016/j.watres.2010.12.006
Elliott, M., Burdon, D., Atkins, J. P., Borja, A., Cormier, R., de Jonge, V. N., & Turner, R. K. (2017). "And DPSIR begat DAPSI(W)R(M)!" — a unifying framework for marine environmental management. Marine Pollution Bulletin, 118(1–2), 27–40. https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2017.03.049
Elliott, M., & O'Higgins, T. G. (2020). From DPSIR the DAPSI(W)R(M) emerges… a butterfly – 'protecting the natural stuff and delivering the human stuff'. In T. O'Higgins, M. Lago, & T. DeWitt (Eds.), Ecosystem-based management, ecosystem services and aquatic biodiversity: Theory, tools and applications (pp. 61–86). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-030-45843-0_4
European Parliament & Council of the European Union. (2006). Directive 2006/7/EC of the European Parliament and of the Council of 15 February 2006 concerning the management of bathing water quality and repealing Directive 76/160/EEC. Official Journal of the European Union, L64, 37–51. https://eur-lex.europa.eu/eli/dir/2006/7/oj
Federigi, I., Verani, M., Donzelli, G., Cioni, L., & Carducci, A. (2019). The application of quantitative microbial risk assessment to natural recreational waters: A review. Marine Pollution Bulletin, 144, 334–350. https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2019.04.073
Garcia, H. E., & Gordon, L. I. (1992). Oxygen solubility in seawater: Better fitting equations. Limnology and Oceanography, 37(6), 1307–1312. https://doi.org/10.4319/lo.1992.37.6.1307
G1. (2024). Acesso em 17 de setembro de 2024. https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2024/07/30/paris-2024-poluicao-do-rio-sena-provoca-o-adiamento-do-triatlo-olimpico.ghtml
Gregório, H. P. (2009). Modelagem numérica da dispersão da pluma do emissário submarino de Santos [Dissertação de mestrado, Instituto Oceanográfico, Universidade de São Paulo]. https://share.google/NptlONg9ZMjMy7Frm
Health Canada. (2024). Guidance for Canadian recreational water quality: Microbiological sampling and analysis. Government of Canada. https://www.canada.ca/en/services/health/publications/healthy-living/guidelines-canadian-recreational-water-quality-technical-document-microbiological-sampling-analysis.html
Hortellani, M. A., Sarkis, J. E. S., Abessa, D. M. S., & Sousa, E. C. P. M. (2008). Avaliação da contaminação por elementos metálicos dos sedimentos do estuário Santos – São Vicente. Química Nova, 31(1), 10–19. https://doi.org/10.1590/S0100-40422008000100003
Hurlbert, S. H. (1984). Pseudoreplication and the design of ecological field experiments. Ecological Monographs, 54(2), 187–211.
https://doi.org/10.2307/1942661
Instituto Água e Saneamento. (2024a). O saneamento em Guarujá | SP. https://www.aguaesaneamento.org.br/municipios-e-saneamento/sp/guaruja
Instituto Água e Saneamento. (2024b). O saneamento em Santos | SP. https://www.aguaesaneamento.org.br/municipios-e-saneamento/sp/santos
Instituto Água e Saneamento. (2024c). O saneamento em São Vicente | SP. https://www.aguaesaneamento.org.br/municipios-e-saneamento/sp/sao-vicente
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE]. (2023). Panorama do Censo 2022: Santos (SP). Departamento de População e Indicadores Sociais. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/santos/pesquisa/10101/0
Kasvi. (2024). Acesso em 11 de agosto de 2026. https://kasvi.com.br/e-coli-nos-jogos-olimpicos-de-paris-2024/
Korajkic, A., McMinn, B. R., & Harwood, V. J. (2018). Relationships between microbial indicators and pathogens in recreational water settings. International Journal of Environmental Research and Public Health, 15(12), 2842. https://doi.org/10.3390/ijerph15122842
Lanrewaju, A. A., Enitan-Folami, A. M., Sabiu, S., Edokpayi, J. N., & Swalaha, F. M. (2022). Global public health implications of human exposure to viral contaminated water. Frontiers in Microbiology, 13, 981896. https://doi.org/10.3389/fmicb.2022.981896
Leonard, A. F. C., Zhang, L., Balfour, A. J., Garside, R., & Gaze, W. H. (2015). Human recreational exposure to antibiotic resistant bacteria in coastal bathing waters. Environment International, 82, 92–100. https://doi.org/10.1016/j.envint.2015.02.013
Levallois, P., & Villanueva, C. M. (2019). Drinking water quality and human health: An editorial. International Journal of Environmental Research and Public Health, 16(4), 631. https://doi.org/10.3390/ijerph16040631
Liang, H., de Haan, W. P., Cerdà-Domènech, M., Méndez, J., Lucena, F., García-Aljaro, C., ... & Ballesté, E. (2023). Detection of faecal bacteria and antibiotic resistance genes in biofilms attached to plastics from human-impacted coastal areas. Environmental Pollution, 319, 120983. https://doi.org/10.1016/j.envpol.2022.120983
Massonetto, M. (2020). Monitoramento da resistência dos bioindicadores fecais nos canais de Santos-SP [Dissertação de mestrado, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"]. Repositório da UNESP. http://hdl.handle.net/11449/192065
Munoz, A., Caudron, M., Zinsou, B. E., Djoulako, P. D., & Rabault, C. (2024). Se baigner dans la Seine dans le cadre des Jeux olympiques de 2024: Quels sont les risques encourus par les athlètes? Une évaluation des risques microbiologiques et chimiques. Archives des Maladies Professionnelles et de l'Environnement, 85(4), 102760. https://doi.org/10.1016/j.admp.2024.102760
Mutuku, J., Yanotti, M., Tocock, M., & Hatton MacDonald, D. (2024). The abundance of microplastics in the world's oceans: A systematic review. Oceans, 5(3), 398–428. https://doi.org/10.3390/oceans5030024
Newcombe, R. G. (1998). Two-sided confidence intervals for the single proportion: Comparison of seven methods. Statistics in Medicine, 17(8), 857–872. https://doi.org/10.1002/(SICI)1097-0258(19980430)17:8<857::AID-SIM777>3.0.CO;2-E
Niknejad, H., Hoseinvandtabar, S., Panahandeh, M., Gholami-Borujeni, F., Janipoor, R., Sarvestani, R. A., ... & Rafiee, M. (2024). Quantitative microbial risk assessment of gastrointestinal illness due to recreational exposure to E. coli and Enterococci on the southern coasts of the Caspian Sea. Heliyon, 10(9). https://doi.org/10.1016/j.heliyon.2024.e29974
Noble, R. T., Moore, D. F., Leecaster, M. K., McGee, C. D., & Weisberg, S. B. (2003). Comparison of total coliform, fecal coliform, and Enterococcus bacterial indicator response for ocean recreational water quality testing. Water Research, 37(7), 1637–1643. https://doi.org/10.1016/S0043-1354(02)00496-7
O2Corre. (2024). Acesso em 17 de setembro de 2024. https://www.o2corre.com.br/triathlon/geral/campeonato-trofeu-brasil-de-triathlon-tudo-que-voce-precisa-saber/
Oliver, D. M., McDougall, C. W., Robertson, T., Grant, B., Hanley, N., & Quilliam, R. S. (2023). Self-reported benefits and risks of open water swimming to health, wellbeing and the environment: Cross-sectional evidence from a survey of Scottish swimmers. PLOS ONE, 18(8), e0290834. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0290834
Pedrosa de Macena, L. G., Castiglia Feitosa, R., Couto da Silva, J., Ferreira, F. C., Gonçalves Maranhão, A., Lima Brandão, M. L., Gonçalves Santos Caldeira, N., Soldani Couto, J., Gonçalves Coelho de Azevedo, M., Barbosa de Paula, B., & Pereira Miagostovich, M. (2023). Environmental assessment of sewage contamination in the surroundings of a marine outfall combining human mastadenovirus and fecal indicator bacteria. Marine Pollution Bulletin, 193, 115110. https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2023.115110
Pereira, C. D. S., Maranho, L. A., Cortez, F. S., Pusceddu, F. H., Santos, A. R., Ribeiro, D. A., & Guimarães, L. L. (2016). Occurrence of pharmaceuticals and cocaine in a Brazilian coastal zone. Science of the Total Environment, 548, 148–154. https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2016.01.051
Pereira, E., Figueira, C., Aguiar, N., Vasconcelos, R., Vasconcelos, S., Calado, G., Brandão, J., & Prada, S. (2013). Microbiological and mycological beach sand quality in a volcanic environment: Madeira archipelago, Portugal. Science of the Total Environment, 461–462, 469–479. https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2013.05.025
Pinto, K. C., de Souza Lauretto, M., Navarro Gonzáléz, M. I. J., Zanoli Sato, M. I., Nardocci, A. C., & Razzolini, M. T. P. (2020). Assessment of health risks from recreational exposure to Giardia and Cryptosporidium in coastal bathing waters. Environmental Science and Pollution Research, 27(18), 23129–23140. https://doi.org/10.1007/s11356-020-08650-2
R Core Team. (2026). R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing.
Rafiee, M., Hosseini, S. A., Gholami-Borujeni, F., Hesami Arani, M., & Niknejad, H. (2024). Health risk assessment of swimming beaches microbial contamination: A case study – Mahmoudabad, Iran. International Journal of Environmental Health Research, 34(1), 355–366. https://doi.org/10.1080/09603123.2022.2149711
Roveri, V., Guimarães, L. L., & Correia, A. T. (2020). Temporal and spatial variation of benthic macroinvertebrates on the shoreline of Guarujá, São Paulo, Brazil, under the influence of urban surface runoff. Regional Studies in Marine Science, 36, 101289. https://doi.org/10.1016/j.rsma.2020.101289
Roveri, V., Guimarães, L. L., & Correia, A. T. (2022). Spatial and temporal evaluation of the urban runoff water flowing into recreational areas of Guarujá, São Paulo State, Brazil. International Journal of River Basin Management, 20(1), 93–109. https://doi.org/10.1080/15715124.2020.1776304
Roveri, V., Souza, U. P., da Costa, J. H. A., Toma, W., dos Anjos Caivano, S., Correia, A. T., & Guimarães, L. L. (2025a). Occurrence of pharmaceuticals and cocaine in liver and muscle of different fish species from a Brazilian coastal zone. Regional Studies in Marine Science, 88, 104266.
https://doi.org/10.1016/j.rsma.2025.104266
Roveri, V., Guimaraes, L. L., Kiyotani, R. B., de Assis Junior, W. R. A., Metropolo, A. P., Dos Santos, G. A., ... & Correia, A. T. (2025b). Seasonal monitoring, ecological risk assessment, and prioritization of pharmaceuticals in a tropical semi-enclosed bay (Santos, Sao Paulo coast, Brazil). Marine Environmental Research, 204, 106889.
https://doi.org/10.1016/j.marenvres.2024.106889
Roveri, V., Guimarães, L. L., Rodrigues, A. Z., Pereira, C. D. S., & Correia, A. T. (2025c). A year of research into the occurrence and ecotoxicological risk assessment of cocaine and benzoylecgonine in a marine tropical bay (Santos, São Paulo, Brazil). Marine Pollution Bulletin, 221, 118533.
https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2025.118533
Rozen, Y., & Belkin, S. (2001). Survival of enteric bacteria in seawater. FEMS Microbiology Reviews, 25(5), 513–529. https://doi.org/10.1111/j.1574-6976.2001.tb00589.x
Staggemeier, R., Heck, T. M. S., Demoliner, M., Ritzel, R. G. F., Röhnelt, N. M. S., Girardi, V., Venker, C. A., & Spilki, F. R. (2017). Enteric viruses and adenovirus diversity in waters from 2016 Olympic venues. Science of the Total Environment, 586, 304–312. https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2017.01.223
Troféu Brasil de Triathlon. (2024). 33º Troféu Brasil de Triathlon: Calendário de etapas. https://www.trofeubrasil.com.br/
Troféu Brasil de Triathlon. (2025). 34º Troféu Brasil de Triathlon: Calendário de etapas. https://www.trofeubrasil.com.br/
Tuholske, C., Halpern, B. S., Blasco, G., Villasenor, J. C., Frazier, M., & Caylor, K. (2021). Mapping global inputs and impacts from human sewage in coastal ecosystems. PLOS ONE, 16(11), e0258898. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0258898
United Nations Human Settlements Programme. (2021). UN-Habitat annual report 2020. UN-Habitat.
https://digitallibrary.un.org/record/4063474?v=pdf
United States Environmental Protection Agency [USEPA]. (2012). Recreational water quality criteria (EPA-820-F-12-058). https://share.google/W5rhbfWIkspGWj5u2
United States Environmental Protection Agency [USEPA]. (2019). Update for chapter 3 of the exposure factors handbook: Ingestion of water and other select liquids (EPA/600/R-18/259F). U.S. EPA Office of Research and Development. https://share.google/9pzPOsNZ55BEQHFRJ
Wade, T. J., Arnold, B. F., Schiff, K., Colford, J. M., Jr., Weisberg, S. B., Griffith, J. F., & Dufour, A. P. (2022). Risks to children from exposure to fecally-contaminated recreational water. PLOS ONE, 17(4), e0266749. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0266749
Wade, T. J., Calderon, R. L., Sams, E., Beach, M., Brenner, K. P., Williams, A. H., & Dufour, A. P. (2006). Rapidly measured indicators of recreational water quality are predictive of swimming-associated gastrointestinal illness. Environmental Health Perspectives, 114(1), 24–28. https://doi.org/10.1289/ehp.8273
Wade, T. J., Pai, N., Eisenberg, J. N. S., & Colford, J. M., Jr. (2003). Do U.S. Environmental Protection Agency water quality guidelines for recreational waters prevent gastrointestinal illness? A systematic review and meta-analysis. Environmental Health Perspectives, 111(8), 1102–1109. https://doi.org/10.1289/ehp.6241
Wasserstein, R. L., & Lazar, N. A. (2016). The ASA's statement on p-values: Context, process, and purpose. The American Statistician, 70(2), 129–133. https://doi.org/10.1080/00031305.2016.1154108
Wear, S. L., Acuña, V., McDonald, R., & Font, C. (2021). Sewage pollution, declining ecosystem health, and cross-sector collaboration. Biological Conservation, 255, 109010. https://doi.org/10.1016/j.biocon.2021.109010
Wilson, E. B. (1927). Probable inference, the law of succession, and statistical inference. Journal of the American Statistical Association, 22(158), 209–212. https://doi.org/10.1080/01621459.1927.10502953
World Health Organization [WHO]. (2016). Quantitative microbial risk assessment: Application for water safety management. World Health Organization. https://www.who.int/publications/i/item/9789241565370
World Health Organization [WHO]. (2021). Guidelines for safe recreational water environments (Vol. 1). World Health Organization. https://www.who.int/publications/i/item/9241545801
Yau, V. M., Schiff, K., Arnold, B., Griffith, J., Gruber, J., Wright, C., Wade, T., Burns, S., Hayes, J., McGee, C., Gold, M., Cao, Y., Boehm, A. B., Weisberg, S. B., & Colford, J. M. (2014). Effect of submarine groundwater discharge on bacterial indicators and swimmer health at Avalon Beach, CA, USA. Water Research, 59, 23–36. https://doi.org/10.1016/j.watres.2014.03.050
Young, I., Jardine, R., Desta, B. N., Edge, T. A., Saleem, F., Pearl, D. L., ... & Tustin, J. (2026). The associations between recreational water contact, water quality measures, and acute gastrointestinal illness among Canadian beachgoers: a prospective cohort study. medRxiv, 2026-04. https://doi.org/10.64898/2026.04.01.26349959
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Wellington Rui Andrade de Assis Junior, Vinicius Roveri, Camilo Dias Seabra Pereira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você tem o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
- O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado , prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas . Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.