Perfil epidemiológico de leptospirose no Brasil, de 2021 a 2025
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p728-740Palavras-chave:
Leptospirose, Epidemiologia, Saúde pública, BrasilResumo
Introdução: A leptospirose é uma zoonose bacteriana de importância para a saúde pública, cuja ocorrência está relacionada a fatores ambientais, sociais e ocupacionais, incluindo condições inadequadas de saneamento, presença de roedores, chuvas intensas e inundações. Diante da relevância da doença no cenário nacional, este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos casos confirmados de leptospirose no Brasil entre 2021 e 2025. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico e descritivo, realizado a partir de dados secundários de domínio público provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), obtidos por meio do DATASUS/TABNET. Foram incluídos os casos confirmados de leptospirose registrados no Brasil entre 2021 e 2025. Analisaram-se ano dos primeiros sintomas, região de notificação, sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, critério de confirmação e evolução. Os dados foram organizados em planilhas e analisados por meio de frequências absolutas e relativas. Resultados: Foram registrados 15.665 casos confirmados no período analisado. O maior número ocorreu em 2024, com 4.152 casos (26,50%). A Região Sul concentrou 35,10% das notificações, seguida pela Sudeste, com 30,05%. Houve predomínio do sexo masculino (80,29%), das faixas etárias de 20 a 39 anos (38,05%) e 40 a 59 anos (36,55%) e da raça/cor parda (42,90%). A escolaridade apresentou elevada proporção de registros ignorados ou em branco (45,60%). O critério clínico-laboratorial correspondeu a 78,94% das confirmações. A cura foi o principal desfecho (79,58%), enquanto 9,17% dos casos evoluíram para óbito por leptospirose. Conclusão: O perfil epidemiológico da leptospirose no Brasil caracterizou-se pelo predomínio de homens em idade economicamente ativa, maior frequência entre indivíduos pardos e concentração dos casos nas regiões Sul e Sudeste. Os achados reforçam a relevância da vigilância epidemiológica e de medidas de prevenção e controle direcionadas às características epidemiológicas da doença no país.
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