Perfil epidemiológico de esquistossomose no Brasil de 2021 a 2025

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p856-870

Palavras-chave:

Esquistossomose, Schistosoma mansoni, Epidemiologia, Brasil

Resumo

Introdução: A esquistossomose é uma doença parasitária negligenciada causada, no Brasil, pelo Schistosoma mansoni, cuja transmissão está relacionada ao contato com águas contaminadas e a condições socioambientais desfavoráveis. Apesar das estratégias de controle, permanece como relevante problema de saúde pública. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da esquistossomose no Brasil de 2021 a 2025. Metodologia: Trata-se de estudo ecológico, descritivo, realizado com dados secundários de domínio público provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no DATASUS/TABNET. Foram analisadas as variáveis ano de notificação, região, sexo, raça/cor, escolaridade, faixa etária, evolução, análise quantitativa, análise qualitativa e forma clínica. Os dados foram organizados no Microsoft Excel para cálculo das frequências absolutas e relativas. Resultados: Foram registrados 13.893 casos no período, com predomínio na Região Sudeste (67,31%), seguida do Nordeste (29,21%). A maioria ocorreu no sexo masculino (59,93%), em indivíduos pardos (60,76%) e na faixa etária de 40 a 59 anos (38,63%), seguida de 20 a 39 anos (27,93%). Quanto à escolaridade, 38,16% dos registros estavam ignorados ou em branco, e o ensino médio completo foi a categoria informada mais frequente (14,40%). A cura foi registrada em 52,85% dos casos. Na análise quantitativa, 57,37% apresentaram zero ovos e 42,63% um ou mais ovos. Na análise qualitativa, 41,17% apresentaram resultado positivo. A forma intestinal foi a mais frequente (47,50%), enquanto 35,02% dos registros referentes à forma clínica estavam ignorados ou em branco. Conclusão: A esquistossomose apresentou maior ocorrência no Sudeste, entre homens, indivíduos pardos e adultos de 20 a 59 anos, com predomínio da forma intestinal e da cura. A elevada incompletude de algumas variáveis evidencia a necessidade de aprimoramento dos registros, associada ao fortalecimento da vigilância, diagnóstico, tratamento e ações de saneamento e prevenção.

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Publicado

2026-10-19

Como Citar

DAHER, Rafael Ferreira; GUIMARÃES, Júlia Borges de Sá; DA SILVA, Maria Eduarda Cordeiro; SILVA, Eduardo Neres; PINTO, Arthur Avelar Moreira; BARBOSA, Isabella Oliveira Freitas; BATISTA, Geovana Pereira Braga. Perfil epidemiológico de esquistossomose no Brasil de 2021 a 2025 . Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 8, p. 856–870, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n8p856-870. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1562. Acesso em: 20 out. 2026.