Superlotação nos serviços de emergência e os desafios do enfermeiro na identificação precoce do infarto agudo do miocárdio: revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p814-831Palavras-chave:
Superlotação; Enfermagem em emergência; Infarto do miocárdio.Resumo
Introdução: A superlotação dos serviços de emergência compromete a qualidade da assistência do enfermeiro e pode atrasar a identificação do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). A semelhança entre manifestações clínicas do IAM e crises de ansiedade representa um desafio para o diagnóstico diferencial, especialmente em ambientes com elevada demanda. Objetivos: Analisar os impactos da superlotação na qualidade da assistência de enfermagem aos pacientes com dor torácica e os desafios no diagnóstico diferencial entre suspeita de IAM e crises de ansiedade; identificar as dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro no reconhecimento precoce do IAM; descrever sua atuação na classificação de risco e identificação dos sinais e sintomas; e elaborar um fluxograma de atendimento prioritário para orientar a avaliação inicial e a diferenciação dessas condições clínicas. Métodos: Revisão bibliográfica de publicações científicas disponíveis nas bases SciELO, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), considerando estudos publicados entre 2021 e 2026. Foram selecionados doze artigos em português e inglês, conforme sua relevância para a temática. Resultados: Os achados evidenciaram que a superlotação, a elevada demanda, as dificuldades organizacionais, o tempo de espera e o dimensionamento inadequado das equipes constituem obstáculos à assistência oportuna. A classificação de risco e a priorização do atendimento corresponderam a 23,8% dos aspectos identificados na atuação da enfermagem, destacando sua importância no reconhecimento precoce do IAM. Os resultados reforçam a necessidade de protocolos assistenciais, capacitação profissional e organização do fluxo de atendimento. Conclusão: A superlotação é um fenômeno multifatorial que pode comprometer a segurança e a qualidade do cuidado. O enfermeiro exerce papel fundamental na avaliação inicial, classificação de risco e priorização dos pacientes com suspeita de IAM. A capacitação contínua, o dimensionamento adequado das equipes e a implementação de protocolos e fluxogramas podem contribuir para reduzir atrasos, favorecer o encaminhamento oportuno e promover uma assistência mais segura.
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