ENTRE A URGÊNCIA E A SOBREVIVÊNCIA: DESIGUALDADES NO ACESSO À ASSISTÊNCIA NEUROCIRÚRGICA APÓS O TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO E SEUS IMPACTOS NOS DESFECHOS CLÍNICOS - UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Samella Soares Oliveira Medeiros Centro Universitário Alfredo Nasser
  • Caio Tavares Borges
  • Naiara Rodrigues Ribeiro
  • Isadora Cruvinel Martins Brito
  • Pedro Vieira Flores de Freitas
  • Enzo Tosta Alves
  • Letícia Rodrigues Silva
  • Lucas Wilson Matos Gomes
  • Wander Nasser Naves

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p1002-1016

Resumo

Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é um problema grave de saúde pública, e a chegada do paciente a um serviço com neurocirurgia depende de fatores geográficos, organizacionais e sociais. Objetivo: Analisar o que a literatura descreve sobre desigualdades no acesso à assistência neurocirúrgica após o TCE e sua relação com desfechos clínicos. Material e Métodos: Revisão integrativa, com pergunta norteadora estruturada pela estratégia PICo e relato conforme o PRISMA 2020. A busca foi feita na PubMed e na SciELO, com 3.947 registros identificados e 18 estudos incluídos, publicados entre 2021 e 2026. A síntese foi narrativa, organizada em três eixos. Resultados: Em estudo de base nacional nos Estados Unidos, 45,14% de 117.651 pacientes com TCE isolado e hemorragia intracraniana atendidos em centros de trauma de nível I ou II haviam sido transferidos, e mais de um terço recebeu alta em 48 horas sem intervenção neurocirúrgica. Em inquérito internacional com profissionais, o volume médio de TCE foi maior em países de baixa renda (56%) e de renda média (46,5%) do que nos de alta renda (27,9%). Na pesquisa clínica em TCE, 64,4% dos ensaios financiados pelo National Institutes of Health não relataram nem recrutaram participantes negros. Estudos brasileiros descreveram o perfil epidemiológico do TCE e a carga assistencial da neurocirurgia. A maior parte dos estudos descreve associações e não permite inferir causalidade. Conclusão: As evidências indicam variações no acesso e na decisão de transferência entre sistemas de saúde, territórios e grupos sociais. A heterogeneidade dos delineamentos e a ausência de avaliação padronizada do risco de viés limitam conclusões sobre a magnitude dessas desigualdades, e são necessários estudos que integrem acesso neurocirúrgico e desfechos clínicos, sobretudo em países de renda média, como o Brasil.

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Publicado

2026-10-21

Como Citar

MEDEIROS, Samella Soares Oliveira; BORGES, Caio Tavares; RIBEIRO, Naiara Rodrigues; BRITO, Isadora Cruvinel Martins; FREITAS, Pedro Vieira Flores de; ALVES, Enzo Tosta; SILVA, Letícia Rodrigues; GOMES , Lucas Wilson Matos; NAVES, Wander Nasser. ENTRE A URGÊNCIA E A SOBREVIVÊNCIA: DESIGUALDADES NO ACESSO À ASSISTÊNCIA NEUROCIRÚRGICA APÓS O TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO E SEUS IMPACTOS NOS DESFECHOS CLÍNICOS - UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 8, p. 1002–1016, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n8p1002-1016. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1566. Acesso em: 2 nov. 2026.