Epilepsia farmacorresistente: quando a avaliação clínica define a indicação cirúrgica
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p1209-1227Resumo
Esta revisão integrativa investigou como a avaliação clínica e a investigação pré-cirúrgica sustentam a indicação cirúrgica em pacientes com epilepsia farmacorresistente. Foram consultadas a PubMed e a SciELO, com recorte dos últimos cinco anos, e incluídos 14 estudos: 13 da PubMed e um da SciELO. Os resultados foram organizados em três eixos e discutidos em síntese narrativa. A literatura reunida descreve a avaliação pré-cirúrgica como um percurso multidisciplinar em que o vídeo-EEG e a neuroimagem ocupam posição central. A semiologia mostrou valor localizatório limitado quando considerada isoladamente, e o padrão de início das crises no EEG de escalpo guardou relação com o registrado na estereoeletroencefalografia quando o início elétrico e o clínico foram simultâneos. Métodos como a magnetoencefalografia e a imagem de fonte elétrica ofereceram informação adicional em casos selecionados. Estudos também apontaram subutilização dos recursos diagnósticos e barreiras ao encaminhamento cirúrgico. A heterogeneidade dos delineamentos, a presença de revisões e comentários e o predomínio de estudos descritivos limitam as conclusões. Os achados oferecem referências para a prática clínica e indicam a necessidade de estudos prospectivos.
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Copyright (c) 2026 Samella Soares Oliveira Medeiros, Caio Tavares Borges, Naiara Rodrigues Ribeiro, Isadora Cruvinel Martins Brito, Pedro Vieira Flores de Freitas, Enzo Tosta Alves, Letícia Rodrigues Silva, Pedro Henrique Lessa de Oliveira, João Victor Ferreira Guimarães, Vinicius Cavalcante Silva, Lucas Wilson Matos Gomes , Wander Nasser Naves

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