CONHECIMENTO E PRÁTICA: BARREIRAS NA IMPLEMENTAÇÃO DOS CUIDADOS NEUROPROTETORES POR PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL (UTIN)

Autores

  • Ana Cláudia de Lima Universidade de Taubaté
  • Emilly Clara de Oliveira Campos Universidade de Taubaté
  • Evelyn Tavares Moreira dos Santos Universidade de Taubaté
  • Sivaldo Quirino de Almeida Universidade de Taubaté
  • Maria Cecília Pereira Nakamiti Universidade de Taubaté

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n8p1396-1421

Palavras-chave:

Neuroproteção neonatal, Enfermagem, Barreiras assistenciais

Resumo

A realização de cuidados neuroprotetores na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é essencial para minimizar riscos ao desenvolvimento neurológico de recém-nascidos prematuros e clinicamente instáveis, considerando que o período neonatal representa uma fase crítica de maturação cerebral. A equipe de enfermagem possui papel fundamental na organização do ambiente terapêutico, manejo da dor, posicionamento adequado, controle de estímulos ambientais e incentivo à participação familiar. O objetivo deste estudo foi identificar o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem acerca dos cuidados neuroprotetores, analisar sua aplicação na assistência diária e reconhecer as principais barreiras para sua implementação na UTIN, e desenvolver um folder sobre boas práticas de enfermagem em cuidados neuroprotetores. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa e transversal, realizada com 29 profissionais (enfermeiros e técnicos de enfermagem) atuantes em UTIN. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado contendo informações sociodemográficas e questões relacionadas ao conhecimento, práticas e percepções sobre neuroproteção neonatal. Os resultados demonstraram que 28 (96,55%) eram do sexo feminino, 20 (68,97% casadas, e 48,3% dos participantes afirmaram conhecer os cuidados neuroprotetores com segurança, enquanto 44,8% relataram já ter ouvido falar sobre o tema. A maioria dos profissionais (96,6%) reconheceu que essas práticas favorecem melhores desfechos clínicos para recém-nascidos prematuros. Observou-se elevada adesão a estratégias neuroprotetoras, incluindo posicionamento terapêutico com ninhos ou coxins, agrupamento de cuidados, redução de ruídos e luminosidade, uso de coberturas na incubadora ,incentivo ao Método Canguru, e valorização da participação dos pais no cuidado neonatal. Entre os benefícios do agrupamento de cuidados destacaram-se a melhora do sono (86,2%) e a redução do estresse (79,3%). Apesar do cenário favorável, foram identificadas fragilidades relacionadas à capacitação continuada, avaliação sistemática da dor, utilização de medidas não farmacológicas e conhecimento sobre protocolos institucionais. Além disso, fatores como sobrecarga de trabalho, dimensionamento inadequado de pessoal e limitações organizacionais foram apontados como barreiras à implementação integral dos cuidados neuroprotetores. Conclui-se que a equipe apresenta conhecimento satisfatório e percepção positiva sobre a neuroproteção neonatal, porém são necessárias ações de educação permanente, fortalecimento dos protocolos assistenciais e melhorias nas condições de trabalho para garantir uma assistência segura, humanizada e baseada em evidências.

 

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Biografia do Autor

Ana Cláudia de Lima, Universidade de Taubaté

A realização de cuidados neuroprotetores na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é essencial para minimizar riscos ao desenvolvimento neurológico de recém-nascidos prematuros e clinicamente instáveis, considerando que o período neonatal representa uma fase crítica de maturação cerebral. A equipe de enfermagem possui papel fundamental na organização do ambiente terapêutico, manejo da dor, posicionamento adequado, controle de estímulos ambientais e incentivo à participação familiar. O objetivo deste estudo foi identificar o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem acerca dos cuidados neuroprotetores, analisar sua aplicação na assistência diária e reconhecer as principais barreiras para sua implementação na UTIN, e desenvolver um folder sobre boas práticas de enfermagem em cuidados neuroprotetores. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa e transversal, realizada com 29 profissionais (enfermeiros e técnicos de enfermagem) atuantes em UTIN. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado contendo informações sociodemográficas e questões relacionadas ao conhecimento, práticas e percepções sobre neuroproteção neonatal. Os resultados demonstraram que 28 (96,55%) eram do sexo feminino, 20 (68,97% casadas, e 48,3% dos participantes afirmaram conhecer os cuidados neuroprotetores com segurança, enquanto 44,8% relataram já ter ouvido falar sobre o tema. A maioria dos profissionais (96,6%) reconheceu que essas práticas favorecem melhores desfechos clínicos para recém-nascidos prematuros. Observou-se elevada adesão a estratégias neuroprotetoras, incluindo posicionamento terapêutico com ninhos ou coxins, agrupamento de cuidados, redução de ruídos e luminosidade, uso de coberturas na incubadora ,incentivo ao Método Canguru, e valorização da participação dos pais no cuidado neonatal. Entre os benefícios do agrupamento de cuidados destacaram-se a melhora do sono (86,2%) e a redução do estresse (79,3%). Apesar do cenário favorável, foram identificadas fragilidades relacionadas à capacitação continuada, avaliação sistemática da dor, utilização de medidas não farmacológicas e conhecimento sobre protocolos institucionais. Além disso, fatores como sobrecarga de trabalho, dimensionamento inadequado de pessoal e limitações organizacionais foram apontados como barreiras à implementação integral dos cuidados neuroprotetores. Conclui-se que a equipe apresenta conhecimento satisfatório e percepção positiva sobre a neuroproteção neonatal, porém são necessárias ações de educação permanente, fortalecimento dos protocolos assistenciais e melhorias nas condições de trabalho para garantir uma assistência segura, humanizada e baseada em evidências.

Emilly Clara de Oliveira Campos, Universidade de Taubaté

A realização de cuidados neuroprotetores na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é essencial para minimizar riscos ao desenvolvimento neurológico de recém-nascidos prematuros e clinicamente instáveis, considerando que o período neonatal representa uma fase crítica de maturação cerebral. A equipe de enfermagem possui papel fundamental na organização do ambiente terapêutico, manejo da dor, posicionamento adequado, controle de estímulos ambientais e incentivo à participação familiar. O objetivo deste estudo foi identificar o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem acerca dos cuidados neuroprotetores, analisar sua aplicação na assistência diária e reconhecer as principais barreiras para sua implementação na UTIN, e desenvolver um folder sobre boas práticas de enfermagem em cuidados neuroprotetores. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa e transversal, realizada com 29 profissionais (enfermeiros e técnicos de enfermagem) atuantes em UTIN. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado contendo informações sociodemográficas e questões relacionadas ao conhecimento, práticas e percepções sobre neuroproteção neonatal. Os resultados demonstraram que 28 (96,55%) eram do sexo feminino, 20 (68,97% casadas, e 48,3% dos participantes afirmaram conhecer os cuidados neuroprotetores com segurança, enquanto 44,8% relataram já ter ouvido falar sobre o tema. A maioria dos profissionais (96,6%) reconheceu que essas práticas favorecem melhores desfechos clínicos para recém-nascidos prematuros. Observou-se elevada adesão a estratégias neuroprotetoras, incluindo posicionamento terapêutico com ninhos ou coxins, agrupamento de cuidados, redução de ruídos e luminosidade, uso de coberturas na incubadora ,incentivo ao Método Canguru, e valorização da participação dos pais no cuidado neonatal. Entre os benefícios do agrupamento de cuidados destacaram-se a melhora do sono (86,2%) e a redução do estresse (79,3%). Apesar do cenário favorável, foram identificadas fragilidades relacionadas à capacitação continuada, avaliação sistemática da dor, utilização de medidas não farmacológicas e conhecimento sobre protocolos institucionais. Além disso, fatores como sobrecarga de trabalho, dimensionamento inadequado de pessoal e limitações organizacionais foram apontados como barreiras à implementação integral dos cuidados neuroprotetores. Conclui-se que a equipe apresenta conhecimento satisfatório e percepção positiva sobre a neuroproteção neonatal, porém são necessárias ações de educação permanente, fortalecimento dos protocolos assistenciais e melhorias nas condições de trabalho para garantir uma assistência segura, humanizada e baseada em evidências.

Sivaldo Quirino de Almeida, Universidade de Taubaté

A realização de cuidados neuroprotetores na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é essencial para minimizar riscos ao desenvolvimento neurológico de recém-nascidos prematuros e clinicamente instáveis, considerando que o período neonatal representa uma fase crítica de maturação cerebral. A equipe de enfermagem possui papel fundamental na organização do ambiente terapêutico, manejo da dor, posicionamento adequado, controle de estímulos ambientais e incentivo à participação familiar. O objetivo deste estudo foi identificar o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem acerca dos cuidados neuroprotetores, analisar sua aplicação na assistência diária e reconhecer as principais barreiras para sua implementação na UTIN, e desenvolver um folder sobre boas práticas de enfermagem em cuidados neuroprotetores. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa e transversal, realizada com 29 profissionais (enfermeiros e técnicos de enfermagem) atuantes em UTIN. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado contendo informações sociodemográficas e questões relacionadas ao conhecimento, práticas e percepções sobre neuroproteção neonatal. Os resultados demonstraram que 28 (96,55%) eram do sexo feminino, 20 (68,97% casadas, e 48,3% dos participantes afirmaram conhecer os cuidados neuroprotetores com segurança, enquanto 44,8% relataram já ter ouvido falar sobre o tema. A maioria dos profissionais (96,6%) reconheceu que essas práticas favorecem melhores desfechos clínicos para recém-nascidos prematuros. Observou-se elevada adesão a estratégias neuroprotetoras, incluindo posicionamento terapêutico com ninhos ou coxins, agrupamento de cuidados, redução de ruídos e luminosidade, uso de coberturas na incubadora ,incentivo ao Método Canguru, e valorização da participação dos pais no cuidado neonatal. Entre os benefícios do agrupamento de cuidados destacaram-se a melhora do sono (86,2%) e a redução do estresse (79,3%). Apesar do cenário favorável, foram identificadas fragilidades relacionadas à capacitação continuada, avaliação sistemática da dor, utilização de medidas não farmacológicas e conhecimento sobre protocolos institucionais. Além disso, fatores como sobrecarga de trabalho, dimensionamento inadequado de pessoal e limitações organizacionais foram apontados como barreiras à implementação integral dos cuidados neuroprotetores. Conclui-se que a equipe apresenta conhecimento satisfatório e percepção positiva sobre a neuroproteção neonatal, porém são necessárias ações de educação permanente, fortalecimento dos protocolos assistenciais e melhorias nas condições de trabalho para garantir uma assistência segura, humanizada e baseada em evidências.

Maria Cecília Pereira Nakamiti , Universidade de Taubaté

A realização de cuidados neuroprotetores na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) é essencial para minimizar riscos ao desenvolvimento neurológico de recém-nascidos prematuros e clinicamente instáveis, considerando que o período neonatal representa uma fase crítica de maturação cerebral. A equipe de enfermagem possui papel fundamental na organização do ambiente terapêutico, manejo da dor, posicionamento adequado, controle de estímulos ambientais e incentivo à participação familiar. O objetivo deste estudo foi identificar o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem acerca dos cuidados neuroprotetores, analisar sua aplicação na assistência diária e reconhecer as principais barreiras para sua implementação na UTIN, e desenvolver um folder sobre boas práticas de enfermagem em cuidados neuroprotetores. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa e transversal, realizada com 29 profissionais (enfermeiros e técnicos de enfermagem) atuantes em UTIN. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado contendo informações sociodemográficas e questões relacionadas ao conhecimento, práticas e percepções sobre neuroproteção neonatal. Os resultados demonstraram que 28 (96,55%) eram do sexo feminino, 20 (68,97% casadas, e 48,3% dos participantes afirmaram conhecer os cuidados neuroprotetores com segurança, enquanto 44,8% relataram já ter ouvido falar sobre o tema. A maioria dos profissionais (96,6%) reconheceu que essas práticas favorecem melhores desfechos clínicos para recém-nascidos prematuros. Observou-se elevada adesão a estratégias neuroprotetoras, incluindo posicionamento terapêutico com ninhos ou coxins, agrupamento de cuidados, redução de ruídos e luminosidade, uso de coberturas na incubadora ,incentivo ao Método Canguru, e valorização da participação dos pais no cuidado neonatal. Entre os benefícios do agrupamento de cuidados destacaram-se a melhora do sono (86,2%) e a redução do estresse (79,3%). Apesar do cenário favorável, foram identificadas fragilidades relacionadas à capacitação continuada, avaliação sistemática da dor, utilização de medidas não farmacológicas e conhecimento sobre protocolos institucionais. Além disso, fatores como sobrecarga de trabalho, dimensionamento inadequado de pessoal e limitações organizacionais foram apontados como barreiras à implementação integral dos cuidados neuroprotetores. Conclui-se que a equipe apresenta conhecimento satisfatório e percepção positiva sobre a neuroproteção neonatal, porém são necessárias ações de educação permanente, fortalecimento dos protocolos assistenciais e melhorias nas condições de trabalho para garantir uma assistência segura, humanizada e baseada em evidências.

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Publicado

2026-10-29

Como Citar

DE LIMA, Ana Cláudia; DE OLIVEIRA CAMPOS, Emilly Clara; TAVARES MOREIRA DOS SANTOS, Evelyn; QUIRINO DE ALMEIDA, Sivaldo; PEREIRA NAKAMITI , Maria Cecília. CONHECIMENTO E PRÁTICA: BARREIRAS NA IMPLEMENTAÇÃO DOS CUIDADOS NEUROPROTETORES POR PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL (UTIN). Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 8, p. 1396–1421, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n8p1396-1421. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1600. Acesso em: 1 nov. 2026.