DETERMINANTES SOCIAIS E PSICOLÓGICOS DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO E SEUS EFEITOS NA SAÚDE DA CRIANÇA.
DOI:
https://doi.org/10.36557/pbpc.v4i2.482Resumo
O aleitamento materno é reconhecido mundialmente como a intervenção isolada mais eficaz para a redução da morbimortalidade infantil, proporcionando benefícios nutricionais, imunológicos, afetivos, sociais e econômicos. Apesar das recomendações internacionais que defendem o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até os dois anos ou mais, a adesão às práticas de amamentação ainda é influenciada por determinantes sociais, culturais, psicológicos e ambientais. Este artigo tem como objetivo analisar de maneira abrangente a influência dos determinantes sociais e psicológicos no aleitamento materno, destacando o papel da enfermagem na promoção, apoio e manejo clínico da amamentação. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, fundamentada em pesquisas científicas, documentos institucionais e referências clássicas da área. Constatou-se que fatores como escolaridade, suporte familiar, condições socioeconômicas, experiências prévias, saúde mental materna, práticas culturais e qualidade da assistência recebida influenciam diretamente a continuidade ou interrupção do aleitamento. A atuação da enfermagem, pautada no acolhimento, na educação em saúde e no manejo qualificado das dificuldades, fortalece a autonomia da mulher e aumenta a taxa de sucesso da amamentação. Conclui-se que estratégias integradas que considerem os múltiplos determinantes do aleitamento são essenciais para garantir práticas saudáveis e sustentáveis, essenciais ao desenvolvimento infantil.
Palavras-chave: Aleitamento materno. Enfermagem. Saúde da mulher. Determinantes sociais. Psicologia materna.
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