CORRELAÇÃO ENTRE BAIXO PESO AO NASCER E MORBIDADE RESPIRATÓRIA NA INFÂNCIA, FATORES MATERNOS E INTERVENÇÕES PREVENTIVAS

Autores

  • Benice Pereira da Silva Prates Discente de Enfermagem, faculdade Mauá-GO
  • Flavio Sousa Barreto Discente de Enfermagem, faculdade Mauá-GO
  • Joyce Soares Assunção Discente de Enfermagem, faculdade Mauá-GO
  • Raimunda Alves do Rosário Costa Discente de Enfermagem, faculdade Mauá-GO
  • Roseane da Conceição Discente de Enfermagem, faculdade Mauá-GO
  • Quemili de Cássia Dias de Sousa Enfermeira, docente de Ciências da Saúde Faculdade Mauá-GO
  • Adrielly Lorrane Azevedo Melo Enfermeira, docente de Ciências da Saúde Faculdade Mauá-GO
  • Mirielly Regina Datsch Médica, docente de Ciências da Saúde, Unimauá
  • Paulo Henrique Gabriel Porto Fisioterapeuta, docente de Ciências da Saúde Faculdade Mauá-GO
  • Jaíne de Andrade Nascimento Bióloga, docente de Ciências da Saúde Faculdade Mauá-GO

DOI:

https://doi.org/10.36557/pbpc.v4i2.483

Resumo

O baixo peso ao nascer (BPN) e a prematuridade continuam sendo importantes determinantes da morbimortalidade infantil, principalmente devido ao impacto sobre o desenvolvimento pulmonar e à elevada ocorrência de distúrbios respiratórios nos primeiros anos de vida. Recém-nascidos prematuros e com BPN apresentam maior risco de desenvolver doenças como síndrome do desconforto respiratório, displasia broncopulmonar, sibilância recorrente, pneumonia e infecções respiratórias de repetição. Este estudo tem como objetivo analisar, de forma ampliada, a relação entre BPN, prematuridade e morbidade respiratória na infância, considerando fatores maternos, sociais e fisiológicos, além de discutir intervenções preventivas e estratégias de acompanhamento. Trata-se de uma revisão narrativa fundamentada em evidências científicas nacionais e internacionais. Constatou-se que fatores como desenvolvimento pulmonar imaturo, suporte ventilatório prolongado, infecções neonatais, exposição ambiental ao tabaco, aleitamento inadequado e baixa escolaridade materna ampliam significativamente o risco de doenças respiratórias. Conclui-se que o acompanhamento longitudinal, políticas de prevenção, suporte multiprofissional e intervenções precoces são essenciais para reduzir a morbidade respiratória em crianças com BPN, garantindo melhor prognóstico ao longo da infância. (VICTORA et al., 2016; WHO, 2023; MARTINS et al., 2014)

Palavras-chave: Prematuridade. Baixo peso ao nascer. Doenças respiratórias. Morbidade infantil. Saúde neonatal.

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WHO. World Health Organization. Newborn Health Guidelines. Geneva, 2023.

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Publicado

2025-12-12

Como Citar

PRATES , Benice Pereira da Silva et al. CORRELAÇÃO ENTRE BAIXO PESO AO NASCER E MORBIDADE RESPIRATÓRIA NA INFÂNCIA, FATORES MATERNOS E INTERVENÇÕES PREVENTIVAS. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 4, n. 2, p. 1252–1263, 2025. DOI: 10.36557/pbpc.v4i2.483. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/483. Acesso em: 6 maio. 2026.