INTERFACES ENTRE SAÚDE E EDUCAÇÃO: QUANDO FALTA ESCUTA, SOBRAM DIAGNÓSTICOS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p469-486Palavras-chave:
Psicologia, Atenção Básica, EducaçãoResumo
Este artigo apresenta uma experiência de articulação entre saúde e educação realizada em uma escola pública de ensino fundamental no interior de Rondônia. A investigação integra a atuação da Psicologia na Atenção Básica, considerando seu papel na promoção do cuidado integral e na prevenção de agravos, especialmente diante das demandas escolares que frequentemente chegam aos serviços de saúde. Entre essas demandas, destacam-se queixas de aprendizagem e solicitações de diagnósticos, muitas vezes resultando em rotulações e encaminhamentos inadequados a profissionais da saúde. A metodologia utilizada foi um estudo qualitativo com delineamento de pesquisa ação e envolveu crianças de 9 a 12 anos, entre agosto e outubro de 2025. Esse estudo evidenciou a importância da intervenção intersetorial e do trabalho da Psicologia na construção de práticas mais acolhedoras e sensíveis às necessidades da comunidade escolar.
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