ENFERMAGEM FRENTE A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER: PRÁTICAS ASSISTÊNCIAS NO ACOLHIMENTO E NOTIFICAÇÃO DE VÍTIMAS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p925-933Palavras-chave:
Enfermagem, violência contra a mulher, SaúdeResumo
O presente estudo analisa a ocorrência de violência contra a mulher no período de 2020 a 2024, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), e a contribuição da enfermagem no atendimento às vítimas. A violência contra a mulher configura-se como um grave problema de saúde pública, demandando atenção e intervenção de diversos profissionais da área. Trata-se de um estudo aplicado, de abordagem quantitativa, que integra dados do SINAN e informações obtidas por meio de questionários. Foram observadas três categorias de violência: física, sexual e psicológica/moral, sendo a violência física a mais frequente. Os resultados evidenciam que a sensibilização dos profissionais para práticas assistenciais humanizadas, desde o acolhimento até a notificação, reduz a resistência das mulheres vítimas e fortalece a eficácia do atendimento. Estratégias educativas e de capacitação permitem que futuros enfermeiros identifiquem sinais de violência, ofereçam suporte emocional adequado e cumpram a obrigatoriedade legal de notificação compulsória. Conclui-se que a promoção da conscientização da comunidade e dos profissionais sobre a importância da denúncia e da prevenção da violência contribui para a redução do ciclo de agressões e para a oferta de cuidados de saúde mais seguros, éticos e humanizados.
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