Biossegurança no Atendimento Odontológico Pós Pandemia na Amazônia - Desafios e Perspectivas Regionais
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p2179-2192Palavras-chave:
Amazônia; Biossegurança; COVID-19; Odontologia; Saúde Pública.Resumo
A pandemia de COVID-19 causou alterações significativas nas práticas da odontologia, exigindo a revisão e o fortalecimento dos protocolos de biossegurança. A alta transmissibilidade do SARS-CoV-2 tornou essencial a implementação de medidas extras de proteção, como o uso expandido de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a criação de barreiras físicas, o controle de aerossóis, a reestruturação do fluxo de pacientes e o reforço das práticas de desinfecção e esterilização. Este estudo, de natureza qualitativa e exploratória, baseado em revisão bibliográfica e documental, teve como objetivo examinar os desafios e as perspectivas da biossegurança no atendimento odontológico após a pandemia, com foco nas particularidades da região amazônica. Além de documentos oficiais de entidades reguladoras da Odontologia e da saúde pública, foram analisadas bases de dados científicas nacionais e internacionais no período de 2020 a 2025. Os resultados mostram que, embora tenha havido progressos no fortalecimento da cultura de prevenção e na adoção de inovações como a teleodontologia, ainda existem desafios consideráveis na Amazônia, ligados à falta de infraestrutura, à logística de fornecimento de materiais e às disparidades no acesso à saúde bucal. Enquanto comunidades ribeirinhas e indígenas ainda enfrentam desafios geográficos e falta de recursos básicos, clínicas universitárias e serviços públicos enfrentaram altos custos para adquirir EPIs e adaptar seus ambientes. A consolidação da biossegurança no cenário pós-pandemia deve ser entendida não só como a observância de normas técnicas, mas também como um compromisso ético e social que abrange a educação continuada, investimentos públicos e políticas inclusivas que atendam às realidades regionais.
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