ESTABILIDADE ESQUELÉTICA APÓS CIRURGIA ORTOGNÁTICA BIMAXILAR: ANÁLISE DOS FATORES ASSOCIADOS À MANUTENÇÃO DOS RESULTADOS A LONGO PRAZO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p1831-1843Palavras-chave:
Cirurgia Ortognática; Deformidades Dentofaciais; Mandíbula; Má Oclusão.Resumo
A cirurgia ortognática bimaxilar é amplamente empregada no tratamento de deformidades dentoesqueléticas complexas, especialmente em pacientes com discrepâncias esqueléticas de Classe II e Classe III, assimetrias faciais e fissura labiopalatina. A estabilidade esquelética pós-operatória constitui um dos principais indicadores de sucesso desse tratamento, uma vez que recidivas podem comprometer resultados funcionais e estéticos. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente a literatura científica acerca da estabilidade esquelética após cirurgia ortognática bimaxilar, abordando fatores biomecânicos, técnicos e biológicos associados à manutenção ou perda dos resultados cirúrgicos. Trata-se de uma revisão da literatura baseada em estudos nacionais e internacionais, incluindo ensaios clínicos, análises tridimensionais, revisões sistemáticas, dissertações e relatos de caso. Os resultados demonstram que a cirurgia ortognática bimaxilar apresenta, de modo geral, elevados índices de estabilidade a longo prazo, sendo influenciada por fatores como magnitude e direção dos movimentos cirúrgicos, protocolo adotado, fixação rígida, planejamento virtual e características individuais do paciente. Conclui-se que a estabilidade esquelética é multifatorial e depende de planejamento criterioso, execução técnica adequada e acompanhamento a longo prazo.
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