EPIDEMIOLOGIA DA VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA ENTRE POVOS INDÍGENAS E OUTRAS POPULAÇÕES MINORITARIAS NO AMAZONAS: UMA SÉRIE HISTÓRICA RETROSPECTIVA DE DEZ ANOS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p3019-3036Palavras-chave:
Epidemiologia, Minorias Desiguais em Saúde e Populações Vulneráveis, Saúde Mental de Grupos Étnicos, Autoagressão IntencionalResumo
Introdução: As lesões autoprovocadas se caracterizam por atos de automutilação, que vão desde formas leves, como arranhões, mordidas e pequenos cortes na pele, até formas mais graves, como a perda de membros e até mesmo da própria vida. Entre povos indígenas no Amazonas apresenta altas taxas, frequentemente com o uso de enforcamento. Objetivo: Realizar estudo epidemiológico sobre a epidemiologia da violência autoprovocada entre os povos minoritários com enfoque nos indígenas. Metodologia. Trata-se de uma série histórica dos últimos 10 anos (2016 a 2025) de informações retrospectivas, públicas. Resultados: De janeiro de 2016 a dezembro de 2025 foram notificados 67.282 casos de Violência Autoprovocadas no Amazonas, destes 15.473 (22,9%) foi entre grupos de populações consideradas minoritárias (indígenas= 14%, pessoas de pele branca 6%, pele negra 2% e pele amarela 1%). Os locais de registro dessas ocorrências foram em zona Urbana (66%), Rural (25%) e Peri urbana (8%). Os anos que mais houve notificações foram entre 2020 a 2023 possivelmente devido o estresse causado pelos lockdowns durante a pandemia de COVID-19. Entre a população pediátrica a maioria dos casos foi entre a faixa etária de 10 a 14 anos (24%). Já entre a população geriátrica, nos maiores de 60 anos também houve um significativo número de casos (4%). As cidades do Amazonas com maiores taxas (Prevalência) foram Envira, Carauari e Eirunepé. Mas as cidades com Maiores índices de mortalidade (Suicídio) foram: Amaturá, Barreirinha e São Gabriel da Cachoeira. Conclusão: Há maior vulnerabilidade em populações com desvantagens sociais, principalmente os povos indígenas.
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