TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E AGROTÓXICOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • Vinicius Valentin Raduan Miguel Universidade São Lucas Porto Velho
  • Solange Ramires Salomão Gurgacz Universidade São Lucas Porto Velho
  • Giulia Victoria Marcuzzo De Oliveira Universidade São Lucas Porto Velho
  • Taina Ramos Alencar Universidade São Lucas Porto Velho
  • Adecarlo Fonzar Pegino Junior Universidade São Lucas Porto Velho

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p2540-2559

Resumo

O aumento expressivo na prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas últimas décadas tem estimulado investigações sobre fatores ambientais potencialmente envolvidos em sua etiologia. Entre esses fatores, a exposição a agrotóxicos durante a gestação tem sido apontada como um possível determinante de risco para alterações no neurodesenvolvimento. O presente estudo teve como objetivo revisar e sintetizar as evidências científicas acerca da associação entre exposição a agrotóxicos e o desenvolvimento do TEA. Foi conduzida uma revisão sistemática da literatura com busca em bases de dados internacionais, incluindo PubMed, Scopus e Web of Science, considerando estudos publicados entre 2000 e 2024 e seguindo as diretrizes do protocolo PRISMA.Os resultados indicam que diversos estudos epidemiológicos, particularmente de coorte e caso-controle, demonstram associação positiva entre exposição pré-natal a pesticidas e aumento do risco de TEA. Meta-análises recentes relatam estimativas combinadas de risco em torno de odds ratio (OR) ≈ 1,88, indicando maior probabilidade de desenvolvimento do transtorno em filhos de mães expostas durante a gestação. Evidências provenientes de estudos experimentais e toxicológicos também apontam mecanismos biológicos plausíveis, incluindo estresse oxidativo, disfunção mitocondrial, disrupção endócrina e processos de neuroinflamação, os quais podem interferir em etapas críticas do desenvolvimento cerebral fetal. Em conjunto, essas evidências sugerem que a exposição a agrotóxicos representa um potencial fator ambiental associado ao risco de TEA. Os achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas e políticas públicas voltadas à redução da exposição a pesticidas, especialmente durante períodos críticos da gestação, visando à proteção do desenvolvimento neurológico infantil.

 

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

MIGUEL, Vinicius Valentin Raduan; GURGACZ, Solange Ramires Salomão; DE OLIVEIRA, Giulia Victoria Marcuzzo; ALENCAR, Taina Ramos; JUNIOR, Adecarlo Fonzar Pegino. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E AGROTÓXICOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA . Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 1, p. 2540–2559, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n1p2540-2559. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/724. Acesso em: 10 maio. 2026.