SÍNDROME DE LI-FRAUMENI NA INFÂNCIA: PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA AO CÂNCER, RASTREAMENTO, IMPLICAÇÕES TERAPÊUTICAS E DESAFIOS PSICOSSOCIAIS

Autores

  • Thallita Albuquerque Silva Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Vanessa Maria Monteiro Silva Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • João Paulo Fidelis Gomes Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Ingrid Dayanna da Costa Marinho Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Danton Lummiere Miguel Dantas Batista de Araújo Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Ana Paula Dantas da Silva Paulo Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Antônio Fellipe da Silva Fragoso Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Ayane Aiara Laureano de Caldas Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Hellen Maria Gomes Araújo de Souza Centro Universitário de Patos - UNIFIP
  • Juliane de Oliveira Costa Centro Universitário de Patos - UNIFIP

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p2639-2654

Resumo

Introdução: A síndrome de Li-Fraumeni (LFS) é herdada de forma autossômica dominante. A maioria dos indivíduos diagnosticados com LFS herdou uma variante patogênica do gene TP53 de um dos pais. A variante fundadora p.Arg337His do gene TP53, encontrada no sul do Brasil, está associada a um risco muito alto de CAC pediátrico. Objetivo: analisar a produção científica acerca da predisposição genética ao câncer, das estratégias de rastreamento, das implicações terapêuticas e dos desafios psicossociais da Síndrome de Li-Fraumeni na infância. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão integrativa, foram explorados 30 artigos e selecionados 6 para compor o estudo, publicados nos anos de 2021 a 2025. Resultados e Discussões: O rastreio do cancro em indivíduos com síndrome de Li-Fraumeni começa na infância, os testes genéticos moleculares são oferecidos a crianças e adolescentes em risco. Os pais são motivados a solicitar testes genéticos para seus filhos a fim de esclarecer o risco de câncer da criança e a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso, viver com um diagnóstico de LFS pode ter um impacto emocional significativo nos indivíduos, especialmente naqueles na faixa etária. Conclusão: Quando considerada no contexto da infância, crianças com risco elevado de câncer necessitam de acompanhamento médico frequente, realização periódica de exames e vigilância constante, o que pode interferir em aspectos importantes do desenvolvimento infantil. O fortalecimento da produção científica pode contribuir para o aprimoramento das estratégias de rastreamento, manejo clínico e apoio psicossocial, favorecendo uma abordagem mais eficaz e humanizada.

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Publicado

2026-03-13

Como Citar

SILVA, Thallita Albuquerque et al. SÍNDROME DE LI-FRAUMENI NA INFÂNCIA: PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA AO CÂNCER, RASTREAMENTO, IMPLICAÇÕES TERAPÊUTICAS E DESAFIOS PSICOSSOCIAIS. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 1, p. 2639–2654, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n1p2639-2654. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/730. Acesso em: 10 maio. 2026.