Desafios de enfermeiros recém-formados na inserção no mercado de trabalho

Autores

  • Francisco Braz Milanez Oliveira Universidade Estadual do Maranhão
  • Ana Caroline Marinho Silva Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão
  • Ana Maria Lima Dourado Universidade Estadual do Maranhão
  • Marcelo Lima Pereira Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão
  • Jadson Vinícius Nascimento Oliveira Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p2752-2769

Palavras-chave:

Enfermagem, Emprego, Mercado de Trabalho

Resumo

A inserção de enfermeiros recém-formados no mercado de trabalho é marcada por desafios relacionados à transição entre a formação acadêmica e as exigências da prática profissional. Apesar da ampliação das áreas de atuação na enfermagem, fatores como inexperiência, insegurança e competitividade podem dificultar o início da carreira. Nesse contexto, objetivou-se analisar barreiras e estratégias relacionadas à empregabilidade e à inserção de enfermeiros recém-formados no mercado de trabalho. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, de delineamento transversal e abordagem quantitativa, realizado entre agosto e setembro de 2024 com 132 enfermeiros recém-formados no Brasil, definidos como profissionais com até cinco anos de conclusão da graduação. A amostragem foi não probabilística por conveniência, utilizando a técnica snowball. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário semiestruturado aplicado online via Google Forms. Os dados foram organizados no Microsoft Excel e analisados no software SPSS versão 30.0, por meio de estatística descritiva e testes de associação (qui-quadrado de Pearson e teste exato de Fisher), adotando-se nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 81231124.1.0000.8007). Observou-se predominância do sexo feminino entre os participantes e maior concentração etária entre 20 e 30 anos (86,2%). Em relação à raça/cor, predominou a autodeclaração parda (61,7%). A maioria dos enfermeiros formou-se em instituições privadas (75,8%). Entre os homens, 73,3% haviam concluído especialização, enquanto entre as mulheres esse percentual foi de 37,1%, com associação significativa com o sexo (p=0,046). Aproximadamente 68,9% relataram participação em estágios extracurriculares durante a graduação. Cerca de 42% declararam sentir-se pouco preparados para o mercado de trabalho. O uso do currículo Lattes foi mais frequente entre mulheres (74,3%). O empreendedorismo apresentou baixa adesão e apenas 3% dos participantes relataram possuir mentor de carreira. Conclui-se que a inserção de enfermeiros recém-formados no mercado de trabalho é influenciada principalmente pela experiência prática e pela qualificação profissional, evidenciando a necessidade de estratégias formativas que fortaleçam a preparação para o exercício profissional.

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Biografia do Autor

Francisco Braz Milanez Oliveira, Universidade Estadual do Maranhão

Doutorado em Medicina Tropical FioCruz. Docente na Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. 

Ana Caroline Marinho Silva, Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão

Bacharelado em Enfermagem

Ana Maria Lima Dourado, Universidade Estadual do Maranhão

Acadêmica de Enfermagem pela Universidade Estadual do Maranhão

Marcelo Lima Pereira, Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão

Enfermagem - Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão- unifacema.

Jadson Vinícius Nascimento Oliveira, Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão

Bacharelado em Enfermagem

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Publicado

2026-03-17

Como Citar

OLIVEIRA, Francisco Braz Milanez; SILVA, Ana Caroline Marinho; DOURADO, Ana Maria Lima; PEREIRA, Marcelo Lima; OLIVEIRA, Jadson Vinícius Nascimento. Desafios de enfermeiros recém-formados na inserção no mercado de trabalho. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 1, p. 2752–2769, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n1p2752-2769. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/746. Acesso em: 10 maio. 2026.