Desafios de enfermeiros recém-formados na inserção no mercado de trabalho
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p2752-2769Palavras-chave:
Enfermagem, Emprego, Mercado de TrabalhoResumo
A inserção de enfermeiros recém-formados no mercado de trabalho é marcada por desafios relacionados à transição entre a formação acadêmica e as exigências da prática profissional. Apesar da ampliação das áreas de atuação na enfermagem, fatores como inexperiência, insegurança e competitividade podem dificultar o início da carreira. Nesse contexto, objetivou-se analisar barreiras e estratégias relacionadas à empregabilidade e à inserção de enfermeiros recém-formados no mercado de trabalho. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, de delineamento transversal e abordagem quantitativa, realizado entre agosto e setembro de 2024 com 132 enfermeiros recém-formados no Brasil, definidos como profissionais com até cinco anos de conclusão da graduação. A amostragem foi não probabilística por conveniência, utilizando a técnica snowball. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário semiestruturado aplicado online via Google Forms. Os dados foram organizados no Microsoft Excel e analisados no software SPSS versão 30.0, por meio de estatística descritiva e testes de associação (qui-quadrado de Pearson e teste exato de Fisher), adotando-se nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 81231124.1.0000.8007). Observou-se predominância do sexo feminino entre os participantes e maior concentração etária entre 20 e 30 anos (86,2%). Em relação à raça/cor, predominou a autodeclaração parda (61,7%). A maioria dos enfermeiros formou-se em instituições privadas (75,8%). Entre os homens, 73,3% haviam concluído especialização, enquanto entre as mulheres esse percentual foi de 37,1%, com associação significativa com o sexo (p=0,046). Aproximadamente 68,9% relataram participação em estágios extracurriculares durante a graduação. Cerca de 42% declararam sentir-se pouco preparados para o mercado de trabalho. O uso do currículo Lattes foi mais frequente entre mulheres (74,3%). O empreendedorismo apresentou baixa adesão e apenas 3% dos participantes relataram possuir mentor de carreira. Conclui-se que a inserção de enfermeiros recém-formados no mercado de trabalho é influenciada principalmente pela experiência prática e pela qualificação profissional, evidenciando a necessidade de estratégias formativas que fortaleçam a preparação para o exercício profissional.
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