DISTRIBUIÇÃO DOS OBSERVADORES DE AVES DE OURO PRETO (MG) POR SEXO E ORIGEM GEOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2025v4n2p1759-1770Palavras-chave:
Demanda turística, Birdwatching, Ouro Preto, Turismo, BrasilResumo
Este artigo analisa a distribuição dos observadores de aves de Ouro Preto (MG) a partir de dois fatores: sexo e origem geográfica. A análise dos dados empíricos sobre os Estados emissores revela uma concentração expressiva de observadores provenientes de Minas Gerais (63,1%), seguida, em menor escala, por São Paulo (11,2%) e Rio de Janeiro (6,1%). Essa concentração sugere que a prática está associada a deslocamentos de curta e média distância. Os dados indicam que, embora Ouro Preto possua potencial de atratividade mais ampla para a prática de birdwatching, sua inserção no circuito nacional da observação de aves ainda se apresenta de forma limitada e regionalizada. Já a análise das cidades emissoras evidencia a centralidade de Belo Horizonte (29,6%) como principal polo de origem dos birdwatchers, indicando também uma tendência à articulação entre grandes centros urbanos e a busca por experiências de contato com a natureza em destinos próximos, configurando um modelo de deslocamento caracterizado por viagens de curta duração. A predominância de cidades metropolitanas sinaliza que a observação de aves se insere como uma prática complementar ao cotidiano urbano, funcionando como alternativa de lazer qualificado e de reconexão ambiental. Quanto à distribuição dos birdwatchers por sexo, os dados apontam a predominância masculina (84,4%) em relação à feminina (15,6%). Esse resultado não deve ser interpretado apenas como uma característica circunstancial da amostra, mas como reflexo de estruturas históricas e socioculturais que moldam o acesso, a permanência e o reconhecimento de determinados grupos em atividades vinculadas ao turismo de natureza e às práticas científicas amadoras.
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