A INFLUÊNCIA DOS HÁBITOS ALIMENTARES E DO SEDENTARISMO NO DESENVOLVIMENTO DA OBESIDADE INFANTIL: O PAPEL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p133-153Resumo
A obesidade infantil é uma das epidemias de saúde pública mais complexas da atualidade, caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo que gera um estado de inflamação crônica e compromete o desenvolvimento infantil. O estudo teve como objetivo geral analisar a influência dos hábitos alimentares inadequados e do sedentarismo no desenvolvimento da condição, destacando o papel estratégico da Atenção Primária à Saúde (APS) na sua prevenção e controle. A metodologia consistiu em uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, fundamentada em bases de dados científicas e documentos oficiais publicados entre 2015 e 2025. Os resultados indicam que a alta prevalência de alimentos ultraprocessados, a influência da publicidade digital e a redução da atividade física são os principais determinantes do avanço da doença. No contexto regional, a insegurança alimentar e a vulnerabilidade socioeconômica agravam o cenário. A discussão ressalta que a APS é o nível de cuidado crucial para a vigilância nutricional e o diagnóstico precoce, especialmente quando articulada a programas como o Saúde na Escola (PSE) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Conclui-se que o enfrentamento da obesidade infantil exige o fortalecimento de ações multiprofissionais integradas, que contemplem a reeducação alimentar, o incentivo à prática corporal e a formulação de políticas públicas que transformem o ambiente escolar e familiar em espaços promotores de saúde.
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