Obesidade e Hipertensão em Unidades Básicas de Saúde: Perfil e Associação em um Município do Sul do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p243-255

Palavras-chave:

Obesidade, Hipertensão, Atenção Primária à Saúde, Unidades Básicas de Saúde, Doenças Crônicas

Resumo

Objetivo: Analisar a distribuição da obesidade e da hipertensão arterial em usuários de diferentes Unidades Básicas de Saúde (UBS) de um município do Paraná, associando o sexo e unidade de atendimento com essas condições. Métodos: Estudo transversal retrospectivo com dados de 3.434 prontuários de adultos atendidos em três UBS de Ponta Grossa – PR, entre 2015 e 2021. Foram coletadas informações sobre peso, altura, pressão arterial e sexo. A obesidade foi definida como IMC ≥ 30 e a hipertensão como pressão arterial ≥ 140/90 mmHg. Realizou-se análise descritiva e teste do qui-quadrado (p ≤ 0,05).Resultados: A prevalência de obesidade foi de 33,5% e de hipertensão, 30,8%. Indivíduos obesos apresentaram prevalência significativamente maior de hipertensão (47,2%) em comparação aos não obesos (23,3%) (p < 0,001). A obesidade foi mais frequente em mulheres (35,3%), enquanto a hipertensão foi mais prevalente em homens (39,9%) (p < 0,001). A maior prevalência de hipertensão foi observada na UBS Silas Sallen (38,2%) e a menor na UBS Jamil Mussi (23,7%). Conclusões: Observou-se associação significativa entre obesidade e hipertensão arterial, com variações importantes entre sexos e unidades de saúde. Os resultados reforçam a importância de estratégias de prevenção e manejo direcionadas na Atenção Primária à Saúde, especialmente para grupos de maior vulnerabilidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Filipe Augusto Baier de Andrade, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutor em Ciências da Saúde. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Bacharel em Educação Física pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Instrutor Internacional Certificado do Ground Force Method. Instrutor Internacional Certificado do Functional Movement System.

Adalberto Ferreira Junior, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mestrado pelo programa de pós-graduação em Ciências Biomédicas (UEPG). Graduação em Bacharelado em Educação Física pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Professor colaborador na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) no departamento de Biologia Geral.

Erildo Vicente Muller, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Possui graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1991), doutorado em saúde coletiva pela Escola Paulista de Medicina (2011), Pós Doutorado em saúde coletiva pela Universidade Federal de São Paulo (2017). Pós doutorado pela Altantic Internacional University (2021). Chefe do Departamento de Saúde Pública (UEPG). Bolsista Produtividade da Fundação Araucária. Professor associado na Universidade Estadual de Ponta Grossa, ministrando aulas nos cursos de Farmácia e Medicina, nas disciplinas, epidemiologia, políticas de saúde e planejamento e gerenciamento de serviços de saúde. Docente dos cursos de especialização em Gestão de Serviços de Saúde da Escola de Saúde Pública do Estado do Paraná e UEPG. Docente nos programas de residência multiprofissional do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais(HURCG). Docente do programa de pós graduação stricto sensu em ciências da saúde da UEPG. Atua em pesquisa nos seguintes temas: epidemiologia de doenças crônicas transmissíveis e não transmissíveis, estudos de mortalidade e avaliação em saúde. Consultor da Revista Paranaense de Saúde Pública e da Revista Brasileira de Epidemiologia e Controle de Infecção.

Dionizia Xavier Scomparin, Universidade Estadual de Ponta Grossa

É professora associada da Universidade Estadual de Ponta Grossa ministrando as disciplinas de Fisiologia e Patologia para a graduação. É professora do curso de pós graduação em Ciências da Saúde da UEPG. Possui graduação em Ciências Biológicas Bacharelado pela Universidade Estadual de Maringá (2003), mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá (2006) e doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá (2009). Tem experiência na área de Fisiologia, com ênfase em fisiopatologia de órgãos e sistemas, atuando principalmente nos seguintes temas: sistema simpatoadrenal, exercício físico, e obesidade. 

Vinícius Custódio, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS/UEPG) e farmacêutico formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atuou como extensionista no Projeto AETOX (Ações Extensionistas em Toxicologia), desenvolvendo oficinas educativas, campanhas sociais e gerenciando as mídias sociais do projeto. Participou de Iniciação Científica no IBras Academy, atuando como editor, autor, coautor e revisor de materiais didáticos, incluindo e-books, videoaulas e quizzes. Possui experiência em extensão universitária, comunicação científica, revisão técnica, educação em saúde, produção de conteúdo digital e engajamento comunitário.

Referências

1.Afshin A, Forouzanfar MH, Reitsma MB, et al. Health effects of overweight and obesity in 195 countries over 25 years. N Engl J Med. 2017;377:13–27.

2.Bahia L, Coutinho ESF, Barufaldi LA, et al. The costs of overweight and obesity-related diseases in the Brazilian public health system: cross-sectional study. BMC Public Health. 2012;12:440.

3.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030. Brasília: Ministério da Saúde; 2021. 118 p.

4.Brasil. Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde 2019: percepção do estado de saúde, estilos de vida, doenças crônicas e saúde bucal. IBGE; 2020.

5.De Oliveira ML, Santos LMP, Da Silva EN. Direct healthcare cost of obesity in Brazil: an application of the cost-of-illness method from the perspective of the public health system in 2011. PLoS ONE. 2015;10(4):e0121160.

6.Dobbs R, Sawers C, Thompson F, et al. Overcoming obesity: An initial economic analysis. McKinsey Global Institute; 2014.

7.Flegal KM, Kruszon-Moran D, Carroll MD, Fryar CD, Ogden CL. Trends in obesity among adults in the United States, 2005 to 2014. JAMA. 2016;315(21):2284–2291.

8.Hajjar I, Kotchen TA. Trends in prevalence, awareness, treatment, and control of hypertension in the United States, 1988–2000. JAMA. 2003;290(2):199–206.

9.Hall JE, do Carmo JM, da Silva AA, Wang Z, Hall ME. Obesity-induced hypertension: interaction of neurohumoral and renal mechanisms. Circ Res. 2015;116(6):991–1006.

10.Jeffers M, Rodriguez A, Patel S, Huang L. Integrated management of obesity and hypertension in primary care: challenges and perspectives. J Community Health. 2023;48(2):345–353.

11.Kivits J, Ricci L, Minary L. Interdisciplinary research in public health: the why and the how. J Epidemiol Community Health. 2019;73(12):1061–1062.

12.Machado AP, Lima BM, Laureano MG, et al. Educational strategies for the prevention of diabetes, hypertension, and obesity. Rev Assoc Med Bras. 2016;62(8):800–808.

13.Malachias MVB, et al. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol. 2016;107(3 Suppl 3):1–103.

14.Malta DC, Szwarcwald CL, Barros MBA, et al. A epidemiologia das doenças crônicas no Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2020;23:e200010.

15.Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2011.

16.1Nilson EAF, Andrade RCS, Brito DA, Oliveira ML. Custos atribuíveis a obesidade, hipertensão e diabetes no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2018. Rev Panam Salud Publica. 2020;44:e32.

17.Oshman L, Othman A, Furst W, Heisler M, et al. Primary care providers’ perceived barriers to obesity treatment and opportunities for improvement: a mixed methods study. PLoS ONE. 2023;18(4):e0284474.

18.Silva RM, Andrade SC, Ramos EO. Associação entre obesidade e hipertensão arterial: revisão narrativa. Rev Bras Obes Nut Emagrecimento. 2020;14(85):412–419.

19.Starfield B. Primary Care: balancing health needs, services and technology. Oxford University Press; 2002.

20.Talukdar D, Seenivasan S, Cameron AJ, Sacks G. The association between national income and adult obesity prevalence: empirical insights into temporal patterns and moderators using 40 years of data across 147 countries. PLoS ONE. 2020;15(5):e0232236.

21.Tremmel M, Gerdtham UG, Nilsson PM, Saha S. Economic burden of obesity: a systematic literature review. Int J Environ Res Public Health. 2017;14(4):435.

22.Wang Z, Chen Z, Zhang L, et al. Status of hypertension in China: results from the China hypertension survey, 2012–2015. Circulation. 2018;137(22):2344–2356.

23.Whelton PK, Carey RM, Aronow WS, et al. 2017 ACC/AHA guideline for the prevention, detection, evaluation, and management of high blood pressure in adults. J Am Coll Cardiol. 2018;71(19):e127–e248.

24.WHO. World Health Organization. Noncommunicable diseases. Geneva: WHO; 2021.

25.World Health Organization. WHO guideline on the prevention and management of hypertension. Geneva: WHO; 2025. 82 p.

Downloads

Publicado

2026-05-06

Como Citar

ANDRADE, Filipe Augusto Baier de; JUNIOR, Adalberto Ferreira; MULLER, Erildo Vicente; SCOMPARIN, Dionizia Xavier; CUSTÓDIO, Vinícius. Obesidade e Hipertensão em Unidades Básicas de Saúde: Perfil e Associação em um Município do Sul do Brasil. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 3, p. 243–255, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n3p243-255. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/914. Acesso em: 9 maio. 2026.