O USO DA PRESSÃO POSITIVA DURANTE O TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO EM CRIANÇAS COM FIBROSE CÍSTICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p256-267Palavras-chave:
Fibrose Cística, Modalidades de Fisioterapia, Pressão Expiratória PositivaResumo
RESUMO
A fibrose cística (FC) é um distúrbio autossômico recessivo causado por mutação no gene Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator (CFTR). Esse gene interfere na produção de secreções das glândulas exócrinas, que se tornam viscosas, desidratadas e espessas, comprometendo principalmente o sistema respiratório, o que a torna uma importante causa de morbidade e mortalidade. A doença apresenta maior incidência em crianças e adolescentes. O diagnóstico é realizado por meio de triagem neonatal (teste do pezinho), exames laboratoriais e avaliações clínicas. O tratamento tem como foco o alívio dos sintomas e a manutenção da função pulmonar. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha papel fundamental na avaliação e reabilitação, contribuindo para melhora da função respiratória, retardamento da progressão da doença e promoção da qualidade de vida. A pressão expiratória positiva (EPAP) utiliza máscara facial ou bucal acoplada a válvula unidirecional e resistência, promovendo recrutamento alveolar e auxiliando na remoção de secreções traqueobrônquicas. Este estudo objetiva demonstrar os benefícios do uso do EPAP em crianças com FC, por meio de análise descritiva do tipo relato de experiência, com atendimentos diários realizados por equipe multiprofissional durante residência.
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