INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NEUROMUSCULAR NA FUNCIONALIDADE DO MEMBRO SUPERIOR HEMIPARÉTICO APÓS AVC: UM ESTUDO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p379-391Palavras-chave:
Acidente Vascular Cerebral, Fisioterapia, ReabilitaçãoResumo
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um distúrbio neurológico de origem vascular que pode gerar sequelas cognitivas, motoras e sensoriais. Divide-se em dois tipos: isquêmico, causado por obstrução, e hemorrágico, por extravasamento de sangue. Entre os fatores de risco estão os modificáveis, como hipertensão, e os não modificáveis, como a idade. É um dos principais problemas de saúde pública, com altos índices de mortalidade e incapacidade. As sequelas incluem principalmente hemiparesia, que compromete a funcionalidade. A fisioterapia neuromuscular é essencial para recuperação da força, controle motor e amplitude de movimento. O estudo apresenta como objetivo analisar os efeitos de uma intervenção fisioterapêutica neuromuscular na funcionalidade do membro superior hemiparético de um paciente pós-AVC. Especificamente, a amplitude de movimento, a força muscular e a funcionalidade do membro afetado. Trata-se de um estudo de caso, uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa, realizada em uma Clínica Escola de Fisioterapia. A intervenção incluiu a aplicação de um questionário sociodemográfico, goniometria, força, nível de independência nas Atividades de vida diária (AVDs), técnicas como a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF) e cinesioterapia ao longo de dez sessões. Os achados do estudo evidenciaram aumento da amplitude de movimento nos movimentos de flexão (110°–145°), abdução (90°–110°) e adução horizontal de ombro (15°–35°), bem como na pronação (65°–90°) e supinação de punho (55°–80°). Observou-se ainda melhora da força muscular (nível 4–5) e do desempenho nas AVDs (90–100 pontos), indicando evolução para independência máxima. O estudo reforça a importância de intervenções ativas, individualizadas e voltadas à funcionalidade. Destaca-se a necessidade de mais pesquisas com maior rigor metodológico para consolidar a evidência científica dessa abordagem na fisioterapia neurológica.
Palavras-chaves: Acidente Vascular Cerebral. Hemiparesia. Fisioterapia. Membro Superior. Reabilitação
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