INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NEUROMUSCULAR NA FUNCIONALIDADE DO MEMBRO SUPERIOR HEMIPARÉTICO APÓS AVC: UM ESTUDO DE CASO

Autores

  • Bruna Gean Vieira Bernardo UNIFIP
  • Ana Caroline Queiroz Trigueiro Centro Universitário de Patos- UNIFIP
  • Marco Aurélio Dantas Rodrigues Centro Universitário de Patos- UNIFIP
  • Rosangela Maria Fernandes de Oliveira Centro Universitário de Patos- UNIFIP
  • Ana Clara Brito Medeiros Centro Universitário de Patos- UNIFIP
  • Thallya Santos Santiago Centro Universitário de Patos- UNIFIP

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p379-391

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Fisioterapia, Reabilitação

Resumo

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um distúrbio neurológico de origem vascular que pode gerar sequelas cognitivas, motoras e sensoriais. Divide-se em dois tipos: isquêmico, causado por obstrução, e hemorrágico, por extravasamento de sangue. Entre os fatores de risco estão os modificáveis, como hipertensão, e os não modificáveis, como a idade. É um dos principais problemas de saúde pública, com altos índices de mortalidade e incapacidade. As sequelas incluem principalmente hemiparesia, que compromete a funcionalidade. A fisioterapia neuromuscular é essencial para recuperação da força, controle motor e amplitude de movimento. O estudo apresenta como objetivo analisar os efeitos de uma intervenção fisioterapêutica neuromuscular na funcionalidade do membro superior hemiparético de um paciente pós-AVC. Especificamente, a amplitude de movimento, a força muscular e a funcionalidade do membro afetado. Trata-se de um estudo de caso, uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa, realizada em uma Clínica Escola de Fisioterapia. A intervenção incluiu a aplicação de um questionário sociodemográfico, goniometria, força, nível de independência nas Atividades de vida diária (AVDs), técnicas como a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF) e cinesioterapia ao longo de dez sessões. Os achados do estudo evidenciaram aumento da amplitude de movimento nos movimentos de flexão (110°–145°), abdução (90°–110°) e adução horizontal de ombro (15°–35°), bem como na pronação (65°–90°) e supinação de punho (55°–80°). Observou-se ainda melhora da força muscular (nível 4–5) e do desempenho nas AVDs (90–100 pontos), indicando evolução para independência máxima. O estudo reforça a importância de intervenções ativas, individualizadas e voltadas à funcionalidade. Destaca-se a necessidade de mais pesquisas com maior rigor metodológico para consolidar a evidência científica dessa abordagem na fisioterapia neurológica.

 

 

Palavras-chaves: Acidente Vascular Cerebral. Hemiparesia. Fisioterapia. Membro Superior. Reabilitação

 

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Publicado

2026-05-06

Como Citar

BERNARDO, Bruna Gean Vieira; TRIGUEIRO, Ana Caroline Queiroz; RODRIGUES, Marco Aurélio Dantas; DE OLIVEIRA, Rosangela Maria Fernandes; MEDEIROS, Ana Clara Brito; SANTIAGO, Thallya Santos. INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NEUROMUSCULAR NA FUNCIONALIDADE DO MEMBRO SUPERIOR HEMIPARÉTICO APÓS AVC: UM ESTUDO DE CASO. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 3, p. 379–391, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n3p379-391. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/925. Acesso em: 9 maio. 2026.