USO DA RISPERIDONA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1548-1572Palavras-chave:
Risperidona; Transtorno do Espectro Autista; Tratamento FarmacológicoResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits na comunicação social, dificuldades na interação interpessoal e presença de padrões comportamentais restritos e repetitivos, manifestando-se precocemente e impactando significativamente o desenvolvimento infantil e a qualidade de vida dos indivíduos. No contexto do manejo terapêutico, a risperidona, classificada como um antipsicótico atípico de segunda geração, tem sido amplamente utilizada no controle de sintomas comportamentais associados ao TEA, como irritabilidade, agressividade, impulsividade e comportamentos autolesivos. O presente estudo trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida conforme as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), com o objetivo de reunir e analisar criticamente evidências científicas sobre a eficácia e segurança da risperidona em pacientes pediátricos com TEA. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Embase e Cochrane Library, incluindo estudos publicados entre 2019 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, bem como a remoção de duplicatas e análise criteriosa dos textos completos, foram selecionados 15 estudos para compor a amostra final. Os resultados evidenciam que a risperidona apresenta eficácia significativa na redução dos principais sintomas comportamentais associados ao TEA em pacientes pediátricos, especialmente irritabilidade, agressividade e comportamentos repetitivos, contribuindo para a melhora da adaptação social e do funcionamento global. Entretanto, foram identificados efeitos adversos relevantes, como ganho de peso, sedação, alterações metabólicas e hiperprolactinemia, destacando a necessidade de monitoramento clínico contínuo e individualizado. Adicionalmente, observou-se variabilidade na resposta terapêutica, influenciada por fatores como dose, tempo de uso e características individuais dos pacientes. Nesse contexto, a atenção farmacêutica e a atuação multiprofissional mostram-se fundamentais para o uso racional da risperidona, contribuindo para maior segurança terapêutica, adesão ao tratamento e melhoria da qualidade de vida. Conclui-se que a risperidona constitui uma importante opção terapêutica no manejo dos sintomas comportamentais do TEA em pacientes pediátricos, apresentando eficácia clínica consistente. No entanto, seu uso deve ser conduzido de forma criteriosa, com acompanhamento clínico rigoroso e abordagem multidisciplinar, a fim de minimizar riscos e potencializar os benefícios terapêuticos.
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