FORMAÇÃO MÉDICA E MANEJO DA DOR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE CONHECIMENTOS, LACUNAS E DESAFIOS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n5p239-259Palavras-chave:
Dor, Avaliação da dor, Educação médica, Estudantes de medicina, Manejo da dorResumo
A dor constitui uma das principais causas de procura por serviços de saúde e seu manejo adequado depende de avaliação sistemática por instrumentos validados. Apesar dos avanços nas diretrizes, a formação médica ainda apresenta fragilidades estruturais no desenvolvimento de competências para sua abordagem integral. Compreender como os acadêmicos assimilam esses protocolos é fundamental. Objetivo: Analisar o conhecimento e a percepção dos estudantes de Medicina sobre os protocolos de avaliação e manejo da dor, identificando lacunas formativas e estratégias educacionais. Metodologia: Revisão integrativa conduzida segundo Mendes, Silveira e Galvão (2019). A busca ocorreu em junho de 2026 nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO e BVS, contemplando publicações de 2020 a 2025. Utilizaram-se descritores (DeCS/MeSH) sobre avaliação da dor, estudantes e educação médica. A seleção seguiu critérios de elegibilidade e o fluxograma PRISMA 2020. Resultados: Foram incluídos 25 estudos. Os achados evidenciaram conhecimento insuficiente dos acadêmicos sobre instrumentos validados, com predomínio do uso de escalas unidimensionais, especialmente a Escala Numérica de Dor (END). Notou-se compreensão limitada da natureza multidimensional da dor e dificuldades na integração teórico-prática. Contudo, metodologias ativas, como simulação de alta fidelidade e aprendizagem baseada em problemas (ABP), demonstraram resultados superiores no desenvolvimento dessas competências. Conclusão: A formação médica não contempla de forma suficiente os conhecimentos e habilidades para a avaliação adequada da dor. É necessária a implementação de estratégias curriculares longitudinais e interdisciplinares que promovam o ensino sistemático dos protocolos, formando profissionais mais capacitados para oferecer assistência humanizada, segura e baseada em evidências.
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