FORMAÇÃO MÉDICA E MANEJO DA DOR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE CONHECIMENTOS, LACUNAS E DESAFIOS

Autores

  • Percilia Augusta Santana da Silva Campelo Universidade de Taubaté
  • Kecyani Lima dos Reis Universidade de Taubaté
  • Cesar Mendel Fernandes Ferreira Faculdade dos Carajás
  • Jardeson Fontes da Silva
  • Paulo César Alves Paiva
  • Maikon Chaves de Oliveira
  • Camila Lopes Ferreira
  • Sheila Cristina Teixeira Fonseca
  • Rodrigo Augusto Foganholi da Silva
  • Vania Maria de Araújo Giaretta
  • Marina Amaral

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n5p239-259

Palavras-chave:

Dor, Avaliação da dor, Educação médica, Estudantes de medicina, Manejo da dor

Resumo

A dor constitui uma das principais causas de procura por serviços de saúde e seu manejo adequado depende de avaliação sistemática por instrumentos validados. Apesar dos avanços nas diretrizes, a formação médica ainda apresenta fragilidades estruturais no desenvolvimento de competências para sua abordagem integral. Compreender como os acadêmicos assimilam esses protocolos é fundamental. Objetivo: Analisar o conhecimento e a percepção dos estudantes de Medicina sobre os protocolos de avaliação e manejo da dor, identificando lacunas formativas e estratégias educacionais. Metodologia: Revisão integrativa conduzida segundo Mendes, Silveira e Galvão (2019). A busca ocorreu em junho de 2026 nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO e BVS, contemplando publicações de 2020 a 2025. Utilizaram-se descritores (DeCS/MeSH) sobre avaliação da dor, estudantes e educação médica. A seleção seguiu critérios de elegibilidade e o fluxograma PRISMA 2020. Resultados: Foram incluídos 25 estudos. Os achados evidenciaram conhecimento insuficiente dos acadêmicos sobre instrumentos validados, com predomínio do uso de escalas unidimensionais, especialmente a Escala Numérica de Dor (END). Notou-se compreensão limitada da natureza multidimensional da dor e dificuldades na integração teórico-prática. Contudo, metodologias ativas, como simulação de alta fidelidade e aprendizagem baseada em problemas (ABP), demonstraram resultados superiores no desenvolvimento dessas competências. Conclusão: A formação médica não contempla de forma suficiente os conhecimentos e habilidades para a avaliação adequada da dor. É necessária a implementação de estratégias curriculares longitudinais e interdisciplinares que promovam o ensino sistemático dos protocolos, formando profissionais mais capacitados para oferecer assistência humanizada, segura e baseada em evidências.

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Publicado

2026-07-06

Como Citar

SANTANA DA SILVA CAMPELO, Percilia Augusta et al. FORMAÇÃO MÉDICA E MANEJO DA DOR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE CONHECIMENTOS, LACUNAS E DESAFIOS . Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 5, p. 239–259, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n5p239-259. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1294. Acesso em: 10 jul. 2026.