O potencial terapêutico da pele de tilápia no tratamento de queimaduras:
uma revisão integrativa.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p1225-1238Resumo
As queimaduras constituem um importante problema de saúde pública, associadas a elevada morbimortalidade e impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Diante das limitações dos tratamentos convencionais, novas abordagens terapêuticas têm sido investigadas, destacando-se o uso da pele de Tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) como xenoenxerto. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca do potencial terapêutico da pele de tilápia no tratamento de queimaduras, por meio de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada nas bases PubMed, LILACS e BVS, utilizando descritores controlados e operadores booleanos, sendo incluídos estudos disponíveis na íntegra que abordassem o uso da pele de tilápia em humanos. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, quatro artigos compuseram a amostra final. Os resultados evidenciaram que a pele de tilápia atua como curativo biológico temporário eficaz, favorecendo a cicatrização, reduzindo a dor, diminuindo a frequência de trocas de curativos e apresentando boa adesão ao leito da ferida. Contudo, os estudos também apontam limitações relacionadas à ausência de protocolos clínicos padronizados e à necessidade de pesquisas com maior robustez metodológica. Conclui-se que a pele de tilápia apresenta potencial promissor como terapia complementar no manejo de queimaduras, sendo necessários novos estudos para consolidar sua aplicação clínica segura e eficaz.
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