A relação dos homicídios e o processo de territorialização no município de Anapu no Pará:

violência, agrariedade e esperança

Authors

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p292-325

Keywords:

Violência, Disputa pela Terra, Motivação Agrária, Homicídio

Abstract

The municipality of Anapu, in Pará, has been considered by institutions as the most violent in Pará. The 50-year-old practice of extermination of peasants and environmentalists persists in the dispute over the territorialization of the countryside, encouraged, in a certain way, by land laws that grant pardon to land grabbers of federal public lands and deforesters. This study sought to carry out a survey of homicides that occurred in Anapu-Pará, from 2010 to 2022, in addition to the impacts that contribute to the reality of violence in the municipality. The method used was quantitative, exploratory and descriptive, with a documentary procedure. The data was collected in official institutions, such as the Secretariat of Intelligence and Criminal Analysis, the Brazilian Institute of Geography and Statistics, the Pastoral Land Commission and others; and, analysis was carried out using descriptive statistics. The results show that disorderly population growth brought with it several problems, such as street and urban violence, low education levels and others. Anapu grew 47.88% more than its municipality of influence, which is Altamira, highlighting the explosive population increase, expanding its relationship with agrarian-motivated homicide crimes. It is considered that the process of territorialization of Anapu went through various government and business interferences, intensifying the dispute over land. 18 years after the emblematic death, disputes persist, even shaping public policies aimed at the region.

 

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Author Biographies

Ana Maria Magalhães de Carvalho, Ministério Público do Pará

Graduada em Direito pela Universidade da Amazônia (1999), pós graduada em Ciência Política pela Universidade Federal do Párá (2008) e Mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Pará (2009). Atualmente é membro do Ministério Público do Estado do Pará, atuou como coordenadora do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado - GAECO; É Mestra em Segurança Pública pelo Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública pela Universidade Federal do Pará. Promotora de Justiça do MPPA. Atualmente é Presidente da AMPEP.

Clay Anderson Chagas, Universidade do Estado do Pará

Possui graduação em Geografia Licenciatura e Bacharelado pela Universidade Federal do Pará (1998), mestrado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (2002) e doutorado em Desenvolvimento Socioambiental pela Universidade Federal do Pará (2010). Atualmente é Reitor da Universidade do Estado do Pará, participa do Programa de Pós Graduação em Segurança Pública pela Universidade Federal do Pará como professor Permanente. Professor da Universidade do Estado do Pará atuando no curso de graduação em Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia. Professor Colaborador no Instituto de Ensino em Segurança Pública e Defesa Social do Estado Pará. Sócio da Associação Internacional de Criminologia de Língua Portuguesa. Membro do Instituto Histórico Geográfico do Pará. Líder do Laboratório de Pesquisa e Análise em Geografia da Violência e do Crime. Tem experiência de Segurança Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: Gestão do Território, Criminalidade, Homicídio e Cartografia.

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Published

2026-01-20

How to Cite

CARVALHO, Ana Maria Magalhães de; SILVA, Emmanuelle Pantoja; CHAGAS, Clay Anderson. A relação dos homicídios e o processo de territorialização no município de Anapu no Pará: : violência, agrariedade e esperança. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 1, p. 292–325, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n1p292-325. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/525. Acesso em: 12 may. 2026.

Issue

Section

Ciências Jurídicas e Segurança Pública