O Relógio da Mente: Formalismo Matemático e Modelagem Física da Percepção Temporal
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n6p68-87Resumen
Este artigo propõe uma forma unificada de compreender a percepção do tempo no ser humano, contrastando o tempo linear e mecânico dos relógios () com a forma fluida e não-linear como a nossa mente realmente o experiencia (). A investigação aborda este fenômeno através de duas perspectivas interligadas: uma macroscópica e outra microfísica. No nível macroscópico, utilizamos equações diferenciais ordinárias para traduzir matematicamente aquela sensação tão comum de que o tempo passa cada vez mais rápido à medida que envelhecemos. No nível microfísico, explicam-se as flutuações do cotidiano — como momentos de perigo ou novidade parecerem durar uma eternidade — ligando a Entropia de Informação de Claude Shannon à termodinâmica estatística, apoiando-se na hipótese do tempo térmico de Carlo Rovelli. Para além disso, integrar a cinética de Arrhenius para demonstrar como o "relógio interno" do ser humano está intimamente ligado ao seu metabolismo e à temperatura do corpo. O modelo matemático construído sugere, em nível teórico, que a percepção do tempo não é uma ilusão abstrata, mas sim o resultado direto de como o nosso cérebro processa informação e dissipa energia — uma hipótese consistente com o formalismo apresentado, ainda pendente de validação empírica direta. Por fim, explorou-se como estas fórmulas poderiam ser aplicadas na prática: na criação de Interfaces Cérebro-Máquina (ICM) mais confortáveis e eficientes, no desenvolvimento de testes médicos precoces para doenças neurodegenerativas e no desenho de algoritmos de inteligência artificial que conseguem gerir a sua atenção de forma tão inteligente e econômica como o cérebro humano.
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Derechos de autor 2026 Henrique Klemer, Alex Alves Magalhães dos Santos, Sandro Xavier Coelho, Mariana Pedreira da Silva, Marcio Fraiberg Machado, Luciano Faustinoni, Marco Aurélio Silva Areas

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