Doenças Ocupacionais na Equipe de Enfermagem: Impactos dos Riscos Físicos, Ergonômicos, Psicossociais e Organizacionais na Saúde do Trabalhador e na Qualidade da Assistência
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n6p206-223Palabras clave:
Saúde do Trabalhador; Enfermagem; Doenças Ocupacionais; Burnout; Ergonomia; Segurança do Paciente.Resumen
As doenças ocupacionais representam um dos principais desafios para a saúde dos profissionais de enfermagem, considerando que essa categoria está continuamente exposta a riscos físicos, biológicos, químicos, ergonômicos, psicossociais e organizacionais decorrentes das características do processo de trabalho em saúde. A sobrecarga laboral, as jornadas prolongadas, a insuficiência de recursos humanos, a exposição a agentes nocivos e o desgaste emocional contribuem para o desenvolvimento de agravos como distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), transtornos mentais comuns, síndrome de Burnout, fadiga ocupacional e acidentes de trabalho. Esses agravos repercutem não apenas sobre a saúde do trabalhador, mas também comprometem a qualidade da assistência prestada, aumentando a ocorrência de eventos adversos, absenteísmo, presenteísmo e rotatividade profissional. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca das doenças ocupacionais que acometem a equipe de enfermagem, enfatizando os impactos dos riscos físicos, ergonômicos, psicossociais e organizacionais sobre a saúde do trabalhador e a segurança do paciente. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada por meio de pesquisas nas bases PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), SciELO, Web of Science, CINAHL e documentos oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério da Saúde. Os resultados demonstram que a prevenção das doenças ocupacionais depende da implementação de políticas institucionais voltadas à promoção da saúde do trabalhador, melhoria das condições laborais, dimensionamento adequado de pessoal, programas de educação permanente e fortalecimento da cultura de segurança. Conclui-se que a gestão em enfermagem possui papel estratégico na identificação dos riscos ocupacionais e na implementação de medidas preventivas capazes de proteger os profissionais e qualificar a assistência em saúde.
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